Você trocaria um parente por duas toneladas de maconha?

Nesta quinta-feira (25), uma notável apresentadora da GloboNews, em meio ao cenário de violência veiculado pela sua emissora, questiona um “especialista” em segurança pública:

– O morador que acaba tendo sua casa invadida, que eu entendo que não é cúmplice, não acaba se tornando cúmplice?

O entrevistado, visivelmente constrangido, responde:

– Claro que não, este cidadão é refém.

Entendo que um exemplo pode demonstrar muito ou ser usado de forma manipuladora. Mas argumento: este é um momento clássico, comum, em que meios de comunicação buscam criminalizar a pobreza. Eu não preciso argumentar que, caso fosse a casa da própria apresentadora a ser invadida, ela seria refém. Como trata-se de um morador da Vila Cruzeiro, região sem a mínima atenção do Estado em áreas sociais, trata-se de um “cúmplice”. Como jornalista, já ouvi muito essa premissa.

Ela continua, pouco depois, e declara em mais uma “pergunta”:

– Eles têm que entrar atirando, porque eles não podem entrar pedindo licença.

No Brasil, como (ainda) existe Estado de Direito, a mal informada apresentadora precisa saber que é uma obrigatoriedade constitucional “pedir licença”. É como fizeram, por exemplo, com o banqueiro Daniel Dantas. Pediram licença e gentilmente algemaram ele.

Outro fator que podemos apontar como curioso não se dá exatamente pelo que foi dito, e sim pelo não-dito, o não-visível: o número de moradores de favelas convidados para as mesas redondas na TV nesta semana foi zero. Convidados são os notáveis “especialistas”, quase todos moradores da Zona Sul, ou autoridades da Polícia ou do Estado (todos da área de segurança). É sintomático.

Existem algumas afirmações que são difíceis de serem contestadas. Por que muitos militantes pelos direitos humanos condenamos o que o Secretário de Segurança do Rio José Mariano Beltrame e o Governador Sergio Cabral insistem em chamar de “efeito colateral”? Por um simples motivo: Para quê a Polícia Militar e seus grupos especiais (como o BOPE) “reagem” a incursões dos traficantes “na mesma moeda”? Por que, para resumir o argumento repetido insistentemente sem qualquer reflexão, “os ataques precisavam de resposta” por parte do Estado? O que seria uma “resposta” a queimas de carros pela cidade? Por que simplesmente esquecer o trabalho de “inteligência” – que, lembremos, não é entrar atirando em favela – e partir para a velha política burra de confronto, pondo em risco centenas de pessoas inocentes?

Devemos pensar o tema de acordo com os argumentos declarados e os não-declarados:

Os declarados são o de que o Estado, “acuado” pelos ataques, tem um dever quase que “moral” de contra-atacar. É algo simbólico, porque a princípio bastaria reforçar o policiamento (com foi corretamente feito) e dar continuidade às investigações silenciosas da inteligência policial, que são muito mais efetivas. Por que sair correndo atrás de traficantes, com todo o tipo de recursos e de forma apressada?

Os não-declarados são parecidos com o primeiro: ao reagir imediatamente, a Polícia precisa voltar com alguma coisa concreta – daí surge a importância de manchetes como “Duas toneladas de maconha apreendidas” – para dar algum tipo de satisfação à sociedade, que também não apoia plenamente a tática do “mata-esfola”. Eles precisam “mostrar trabalho”, mesmo que o próprio Secretário admita que isso não resolve o problema estrutural.

Perguntemos, agora, às centenas de vítimas da violência policial como se sentem ao esperarem que o Estado faça seu trabalho de dar soluções sociais para problemas sociais e serem recebidos com balas, com tiros e ficarem no meio de um tiroteio. Como se sentem? Não sabemos, porque eles não participam das mesas redondas. Só os “especialistas”.

Apesar de o narcotráfico movimentar, segundo dados conservadores, mais de US$ 400 bilhões todo ano, os governantes do Rio de Janeiro ainda creem que o problema está na favela.

Apesar de o narcotráfico movimentar, segundo dados conservadores, mais de US$ 400 bilhões todo ano, os governantes do Rio de Janeiro ainda creem que o problema está na favela.

Creio que é fácil a resposta a esta pergunta. Todos os críticos cínicos nunca aceitariam, é evidente, que a polícia entrasse em suas regiões atirando. Não é preciso muito esforço “filosófico” para entender isso, não é mesmo? Se amanhã o BOPE – que credita oficialmente boa parte da culpa do narcotráfico aos usuários – decidisse entrar num condomínio da Barra da Tijuca atirando, pois ali moram centenas de usuários de maconha e outras drogas pesadas, a “comunidade local” permitiria? Então cá estamos, de novo, confrontados com hipócritas que não prezam pelo tão antigo mandamento da reciprocidade, um dos poucos conceitos comuns a todas as filosofias: Deseja para o teu próximo o que deseja para ti mesmo.

A “sede” por uma “resposta” é típico daqueles que são histéricos pelos motivos que já coloquei na primeira análise desde que teve início a atual crise (disponível aqui): aos se esquecerem completamente do problema, se veem diante de um novo monstro a cada crise e desejam, assim, uma solução rápida para que eles desapareçam. Quem é contra este tipo de dogma é “esquerdista”, “filósofo” etc, mesmo que tenha uma forte atuação social. Neste caso, não se trata de criticar a ação social em si, e sim de desqualificar um discurso indesejado.

O real e a percepção do real

Um dos mais claros indícios de que a mídia de fato vende bem seu “peixe da histeria coletiva” – o novo peixe urbano – é a impressão de que o número de arrastões têm aumentado, pelo fato de que o número de arrastões na Zona Sul aumentou. Quem mora ou já morou nas zonas Norte e Oeste da cidade do Rio de Janeiro sabe que esta é uma realidade cotidiana de alguns trechos e rodovias, como a Estrada Grajaú-Jacarepaguá, a Avenida Leopoldo Bulhões e tantas outras.

A diferença é que neste momento dois dos pontos focais foram a região da Lagoa e de Laranjeiras/Botafogo. Até hoje, veja só, as pessoas bem nascidas ainda ligam a palavra “arrastão” a “praias”, pela série de incidentes ocorridos há não muito tempo. Para uma outra parte da cidade, aquela que está longe das praias ‘pops’, a referência é outra.

O cenário seria outro se o jornalismo desonesto atualmente praticado no Brasil fosse substituído pelo jornalismo investigativo, que daria uma “resposta” mais inteligente. Digamos que eu sugerisse às grandes emissoras de TV que começassem uma investigação sobre quem são os financiadores do crime organizado, e que fizesse uma cobertura permanente sobre isso, com helicópteros sobrevoando a casa de empresários e políticos ligados ao narcotráfico e eventualmente descobertos. Os homens do andar de cima. Gente inclusive eleita no último pleito. São nomes que estão expostos em dezenas e dezenas de relatórios na própria Polícia, na Assembleia Legislativa, nos órgãos de controle interno. Façamos?

O curioso da reação à nossa perene e humilde tentativa de argumentar que o verdadeiro crime organizado não está nas favelas é típico de uma época destinada a viver entre eufemismos e sofismas: todos concordam com a afirmação, mas os mais conservadores continuam apoiando a entrada violenta da Polícia na favela, mesmo que isso custe a vida de inocentes. O nobre leitor trocaria um parente por duas toneladas de maconha? Trocaria uma filha, uma mãe?

No que diz respeito à influência da comunicação neste processo, a ideia generalizada de que a “culpa” pode ser ora (I) da Polícia ora (II) da mídia tem a ver com o modelo midiático no qual estamos acostumados, que sugere que há um receptor e um emissor, e a relação entre estes deve ser discutida nestes termos.

A “realidade” é uma composição complexa entre a realidade “das ruas” e as mensagens emitidas pela mídia, uma influenciando a outra. Isto não é algo difícil de entender, visto que estamos passando neste momento por um notável exemplo. Enquanto escrevo, muitas áreas da cidade estão esvaziadas por conta do toque de recolher espontâneo, mesmo que os incidentes não tenham afetado nem 10% do Rio de Janeiro (10% é na verdade um exagero meu), e mesmo assim quase que sem vítimas (a maioria dos incidentes são queimas de automóveis sem perdas humanas, e nenhum morador da Lagoa ou das Laranjeiras morreu).

Entender o cenário é, neste sentido, tão importante quanto agir. Cada pessoa – incluindo aí todos os “filósofos”, policiais, políticos etc – tem um nível de contribuição diferente, mas notavelmente há pessoas designadas (por meio de competências administrativas legais) para resolver estes problemas. Este é o jogo da democracia. Cobrar – como faço – é um exercício que se espera de todo e qualquer cidadão. Mas, como já disse, encarar críticas duras contra um determinando modelo excludente e fascista de governar (quando é pobre atira, quando é rico investiga) não é fácil. Daí as reações do tipo “Você é um filósofo”, “Você só sabe criticar” etc.

As alternativas a este modelo tem sido colocadas por distintos atores sociais e estão em parte sendo efetivadas, em parte não. E há problemas graves. Por pontos:

1. O objetivo de pacificar determinadas regiões e não outras é claríssimo: a violência evidente que existia na favela Santa Marta (por exemplo) e a proximidade desta com áreas turísticas fez com que o Governo do Estado visse o morro como estratégico para convencer autoridades internacionais de que o Rio de Janeiro era capaz de sediar grandes eventos. Isso não é dito por mim, e sim pelo próprio Secretário de Segurança, que declarou que o Santa Marta foi a favela-padrão exibida para membros do COI, por exemplo, para ganhar o direito de sediar as Olimpíadas.

2. O modelo das UPPs, como falei, é um modelo de polícia comunitária, que o Governo do Estado tem toda a capacidade de estudar (por meio de institutos de pesquisa e parceria com universidades), para tentar integrá-lo ao conjunto de ações. É disso que se trata: a polícia deve ser comunitária, e não existir uma “polícia comunitária” versus a polícia-polícia. Esta é a realidade atual: duas polícias coexistem e agem de modo esquizofrênico.

3. A polícia comunitária possui três características básicas: (I) A aproximação com a sociedade; (II) A valorização do policial (salário, preparação, atendimento de reivindicações de classe); e (III) Controle social.

No primeiro tópico, o avanço é mínimo, restrito às 13 UPPs (e mesmo assim há críticas em algumas delas pelo baixo grau de participação). No segundo, nem se fala: salários baixíssimos, estruturas de trabalho ruins (como foi exposto no artigo) e treinamento insuficiente para a maior parte das tropas (nesse caso seria necessário ouvir líderes trabalhistas da classe, o que é raro, perceba). No terceiro item, estamos falando da Ouvidoria da PM, cuja qualidade é sofrível (vide reclamações das vítimas da violência policial sobre instalação dos inquéritos policiais, os IPMs).

4. Por último, por ser o mais importante: a favela é um problema social. A falta de estrutura na educação e na saúde dentro da favela, unido ao desrespeito aos pisos salariais e poucos incentivos de formação a profissionais, acaba por reforçar o papel dos criminosos, que se inserem justamente onde não há Estado.

Novamente, todos concordam com essa máxima, mas na hora de exigir escolas públicas de qualidade nas favelas, a bem educada “comunidade” do asfalto da Zona Sul deixa a histeria de lado e continua a beber seus vinhos importados e frequentar seus teatros e shows internacionais.

De modo que, pelo que foi exposto aqui, de fato não creio em melhorias substanciais, a não ser que estas questões comecem a ser tomadas como prioridade pela sociedade civil organizada e contempladas seriamente pelo Estado. Teorizar excessivamente sobre o caso seria pôr na conta da “desigualdade social” o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Isso fazem os governantes, justamente aqueles que deveriam, por competência administrativa legal, tentar reverter esse quadro.

Mas entendo a angústia generalizada e, por isso, abrimos o diálogo neste espaço – já que, perceba, nas emissoras de TV não dá para dialogar, apenas receber a informação.

Como observou Antonio Gramsci, o modelo hegemônico é assim mesmo: opressão e consenso. A opressão o Estado cumpre bem, atualmente – tanto no descumprimento das obrigações sociais quanto na utilização da força policial contra os pobres. O consenso a mídia tenta criar (nem sempre consegue). Em tempos de Internet, podemos ampliar (um pouco) o debate e sugerir abertamente ações diretas, como o fiz humildemente aqui.

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@gustavobarreto_(*) Gustavo Barreto, jornalista. Contato pelo @gustavobarreto_.

  • Nossa… O cara que escreveu esse artigo está defecando pela boca… Escreveu um monte de asneiras… Mais um jornalistazinho pseudo intelectual que acha que entende alguma coisa… É claro que o problema não está só nos bandidos da favela, mas nem por isso esses bandidos deixam de ser um problema, e como levar a assistência do Estado para dentro dessas comunidades? Com mágica? Colaborando com os traficantes e pedindo a sua licença? Pelo amor de Deus, né… Não tem o que dizer, não fica falando merda!

  • Nossa… O cara que escreveu esse artigo está defecando pela boca… Escreveu um monte de asneiras… Mais um jornalistazinho pseudo intelectual que acha que entende alguma coisa… É claro que o problema não está só nos bandidos da favela, mas nem por isto esses bandidos deixam de ser um problema, e como levar a assistência do Estado para dentro dessas comunidades? Com mágica? Colaborando com os traficantes e pedindo a sua licença? Afinal, os bandidos são tão gente fina, tão bonzinhos… Pelo amor de Deus, né… O cara que escreveu esse artigo, com certeza não teve o seu carro sem seguro incendiado na rua por esses merdas, sem saber se ia sair vivo, não é? Se não tem algo consciente pra falar, não fala merda!

  • Não costumo entrar nesses debates de blogs porém é muito interessante ver que
    vocês publicam opiniões contrárias; eu imagino que a maioria dos blogs só publicam
    coisas favoráveis à linha de pensamento do dono!…
    Quanto ao assunto do artigo concordo completamente. Militarizar a questão da segurança
    pública só levará a uma sucessão de crises cada vez mais espetaculares e sangrentas (bom
    para vender jornais) mas sem nenhum efeito duradouro para a sociedade.
    No entanto palavras como ‘inteligência’ e ‘polícia’ nunca andaram juntas nessa país. É muito improvável esperar que as autoridades policiais (em qualquer Estado brasileiro)
    deixem de ser meramente reativas e passem a ser investigativas – isso demandaria profissionalismo…

  • As forças militares estão colaborando, porque nessa empreitada exige-se um contingente muito grande, afinal, o complexo do alemão junto com o complexo de favelas da Penha, formam uma verdadeira cidade e não há efetivo de policiais suficientes para uma missão dessas proporções, além da falta equipamento. Quanto às entrevistas com moradores, você está louco? Os moradores temem por suas vidas e é óbvio que fica difícil entrevistá-las, mas hoje tenho visto diversas pessoas que residem na localidade do cruzeiro, manifestando sua aprovação à invasão de forma anônima, até entregando cartas aos repórteres agradecendo pelo trabalho da polícia, pessoas que vivem na pele este sofrimento e que realmente são competentes para dizer que aprovam a empreitada das forças de segurança! Por favor, pessoalzinho do contra, não falem do que vocês não sabem e não vivem na pele… Não vou mais perder meu tempo aqui. Saudações.

  • Gustavo. Não participo das suas conclusões, mesmo achando suas palavras honestas, não da pra levar a sério, essa discussão sendo levada pra uma lado que divide “ricos da zona sul” contra “pobres da zona dos desamparados”. Você admite que o assunto é complexo, mas, se perde nessa dicotomia.
    De qualquer forma, parabéns por não vetar os comentários contrários.

  • Oi Roosevelt. Creio que esta dicotomia é uma percepção (e não a realidade em si, claro). Avalio que uma simples visita a uma favela muda essa percepção.

    Mas de fato, na minha percepção, os moradores de favelas conhecem melhor o “asfalto” da Zona Sul e outros bairros nobres do que o contrário, não? São os trabalhadores da limpeza, empregados etc, em geral, ou universitários, estudantes de escolas técnicas etc que moram em favelas. Do outro lado, ninguém que mora no Leblon por exemplo “precisa” visitar a favela (é mais raro, perceba). Só vai se quiser. É complexo, mas creio nesta última afirmação.

    Abraços.

  • A humanidade é a mesma… manda crucificar, e depois se arrepende? Querem o banho de sangue; mais de 500 mortos, e depois??? Vão se DROGAR para poderem curtir o Natal, o Reveillon e Carnaval? Porque somente se anestesiando totalmente para aguentar toda essa matança…

  • Venho lendo alguns dos seus textos ultimamente, estão muito bem redigidos e com alto poder de argumentação.
    Roosevelt, essa “dicotomia” é sim real, a luta de classes continua firme e forte, só não percebe quem não quer.
    Só acho que você deve tomar cuidado nas comparações gustavo.
    Especificamente, quando você compara a ação policial na favela e na zona sul.
    mesmo concordando com a distinção de tratamento dado a essas populações, não se pode justificar a forma como a polícia prende um banqueiro corrupto como a qual ela prende um traficante fortemente armado.

    Apesar de seus crimes poderem ser comparados, a nivel de prejuízos à população e ao Estado, nada se compara a tentar prender uma pessoa que está atirando em você e uma outra, que apesar de corrupta e cheia da grana, não coloca sua vida em risco.

    Só isso me incomodou no texto, gostaria de ouvir sua justificativa para essa posiçao

  • Apenas respondendo à pergunta: Eu não trocaria, mas acredito que qualquer viciado trocaria tudo, inclusive a família, para alimentar o vício. Conheço gente que suspirou ao ver as imagens dos caminhões da polícia lotaos de maconha. Disseram inclusive: “Ah, se toda essa maconha viesse parar aqui em casa. Eu chamava meus amigos pra fumar tudinho”.

    Já pensou fumar 40 ton?

    sds,

    Guilherme Marques

  • Ótimo artigo irmão, parabéns!!
    A realidade doí,mas é isso mesmo,mídia independente já, os grandes meios de comunicação só mostram o que querem,noticias forjadas,montadas para favorecimento próprio…

    “essa discussão sendo levada pra uma lado que divide “ricos da zona sul” contra “pobres da zona dos desamparados”…”

    Aonde você vive Roosevelt ? Tá em outro planeta, é ?

    Sempre teve essa divisão de ricos da Z.S e pobres da Z.n/suburbio/baixada…Essa divisão ocorre sempre,do planejamento para UPP,s a sa´´ude ,seguraça pública e outros fatores que deveriam ser iguais para tds, direitos iguais…

  • Engraçado,mas é verdade!!
    Para a implantação das UPP’s na zona sul, foi uma operação de “paz”, antes avisada,para que os bandidos pudessem sair das favelas antes de qualquer ação da polícia para não ocorrer resistência e troca de tiros, e não causar pânico nos bairros dos “megas corruptos de várias profissões” .Com isso , nenhum bandido foi preso, e todos vieram para o subúrbio(a casa da mãe joana)complexo da penha e do alemão( onde o ano todo a bala come e não tem GLOBOCOP para vcs assistirem de suas coberturas na ZS).Essa semana rolou essa mega operação,um caos total no bairro da PENHA e nos bairros vizinhos, com direito a tanques de guerra!
    Será que o governo esperou todos os bandidos se unirem no suburbio para derramarem sangue?
    talvez pq o metro quadrado na PENHA seja mt mais barato que em copacabana, ou será que é pq a igreja da penha não é um ponto “turistico” visitado pela “gringalhada?Vai saber né…
    Ou será que é mais “viável” um tiroteio no subúrbio do rio do que um tiroteio no leblon?
    Acho que causa menos impacto na mídia e no exterior,né ?
    Pode ser também pq é menos impactante diante da sociedade e dos grandes “ladrões de classe mérdia” um civil morrendo na penha do que um no calçadão de ipanema.
    Menos impactante ainda, são os colégios,escolas e comércios todos fechados no subúrbio do rio de janeiro.Imagine só,que audácia seria fechar os colégios, escolas e comércio na “bartolomeu mitre” ou na visconde de pirajá,não na ZONA SUL não pode acontecer isso!

    Tiroteio, sangue de inocente,comércios fechados,colegios na zona sul é muito prejudicial para seu governo,né seu governador?né seu Eduardo “PAZ”?

    Uma fachada metralhada no subúrbio é menos relevante que uma na zona sul ? um tiroteio na av brás de pina é menos relevante que um tiroteio na VIEIRA SOUTO?

    ESSA GUERRA SEMPRE ESTEVE NAS RUAS DO RIO DE JANEIRO.A PEQUENA DIFERENÇA É QUE NESSA SEMANAFOI TRANSMITIDA AO VIVO…

    Matando os bandidos de hj não vai resolver nada em relação a violência,apenas amenizar a situação no momento…A solução é a melhoria dos sistemas de educação,saúde..a ética dos nossos governantes,respeito com o povo,segurança pública,cultura melhorias em tds esses setores,mas respeito com o povo…POLÍTICAS PÚBLICAS E NÃO TIROS.
    MATAR NÃO É A SOLUÇÃO,SE MATAR BANDIDO FOSSE A SOLUÇÃO.VAMOS INVADIR E COMEÇAR PELO CONGRESSO,VAMOS FAZER UMA LIMPA…

    O POVO TEM QUE SE LIGAR E NÃO FICAR SÓ CRITICANDO JULGANDO OS TRAFICANTES,ELES ESTÃO ERRADOS? SIM… MAS E OS POLITICOS CORRUPTOS QUE ROUBAM MILHÕES DO POVO E NÃO FAZEM NADA POR NÓS,PQ NINGUEM COBRA ISSO?
    E OS POLICIAIS CORRUPTOS QUE ESTÃO AÍ NO NOSSO DIA DIA EXTORQUINDO TDS NOS,CADÊ AS COBRANÇAS?

    FAVELA, SOCIEDADE MARGINALIZADA PELA PRÓPRIA SOCIEDADE…

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