Um cruzado íntegro. Também para a mídia?

Segundo relatos de mídia, o assassino confesso de cerca de 80 pessoas na Noruega, Anders Behring Breivik, se descrevia como um “cruzado íntegro imbuído da missão de salvar o ‘Cristianismo’ europeu de uma invasão islâmica”.

Ele atirou em jovens militantes de centro-esquerda sabendo que era um ato “atroz”, mas o fez porque era “necessário”.

Se fosse um homem-bomba em sua cruzada contra o ‘Ocidente’, Breivik seria rapidamente classificado como “terrorista muçulmano”.

No entanto, como o norueguês se considerava cristão e era de extrema-direita, foi classificado por grande parte da grande mídia apenas como “atirador” ou “assassino”.

Alguns meios chegaram a cogitar, em um primeiro momento, que a ação estaria ligada ao Islã.

Tamanha inversão, que chega ao nível do ridículo, é a manifestação mais eloquente de que o preconceito contra o Islã está mais vivo do que nunca.