RJ: Greve na rede estadual de educação

A greve dos profissionais em educação da rede estadual, que se iniciou em 16 de março, já conta com um percentual de aproximadamente 60% de adesão de membros da categoria, de acordo com dados do sindicato (SEPE). Salários aviltantes, carência de mais de 30 mil profissionais em toda a rede, escolas em péssimo estado de funcionamento e reduzidíssimas verbas para a merenda escolar descrevem hoje o quadro da escola pública no estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, o professor começa sua carreira recebendo um piso salarial de R$ 431,00, e o funcionário administrativo, R$ 231,00. O Estado paga salários menores do que muitos municípios e estados mais pobres. Ao longo de dez anos sem aumento salarial a categoria dos profissionais de educação, assim como todo o conjunto do funcionalismo público, acumula perdas salariais acima de 55%. Entre as principais reivindicações da categoria estão: piso salarial de 5 salários mínimos para professor e 3,5 para os funcionários; 34% de reajuste emergencial; incorporação das gratificações; descongelamento do plano de carreira; incorporação ao plano dos profissionais de 40 horas; fim das terceirizações e contratos temporários; e abertura imediata de um concurso público que dê conta da falta de profissionais na rede, entre outros pontos.

A categoria realizou esta semana mais uma assembléia no Largo do Machado para decidir os rumos do movimento. Logo após seguiu em passeata até o Palácio Guanabara para realizar um ato de protesto contra o governo estadual. Todos os passos da greve e informações adicionais estão na página do SEPE/RJ na internet, em www.sepe-rj.org.br

Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.

Seções: Opinião.