Refugos do capitalismo

Saquearam seu lugar
O seu lar, o seu abrigo
Seu cordão umbilical
Sua lápide, seu jazigo

Já não possuem função
Nem tampouco utilidade
Ser menos é mais que mais
No front da desigualdade

Esses retalhos humanos
Descartados, antagônicos
Liame não têm num mundo
Globalizado, hegemônico

O tecido social
Sua teia, seu estrato
Foram todos corrompidos
Em transgressão ao contrato

E que agora os desgarrados
Qual reféns, pois, do niilismo
Perambulam pelo mundo
Clã do neoliberalismo

Eles, os refugos do capitalismo, multiplicam-se por toda parte. Uma multidão sem fim de invisíveis, perambulando pelos recantos do mundo. Já é hora de se construir um novo modelo de desenvolvimento, um modelo que possa tirar o homem dessa encruzilhada suicida na qual se meteu.

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