Passando o passado a limpo: Jornalista descobre que sua masmorra era no Recife, e não em Porto Alegre

Álvaro Caldas .1973.Saindo da prisão

(ante)Véspera dos 45 anos do golpe militar de 64.

O destino e as feridas abertas fazem com que a História do Brasil lentamente se esclareça nos seus pontos mais escuros e purulentos. Vejam os frutos que colhemos agora pela desobediência e a insistência do jornalista Álvaro Caldas, de quem tenho o prazer e o orgulho de ser amiga pessoal e de muitas batalhas. No final do post tem o link para o original da matéria do Estadão/Caderno Aliás- de 29.03.09 , em PDF:

Passado a limpo

Álvaro Caldas, professor da PUC-Rio, ex-preso político; ele pensou ter sido levado para Porto Alegre. Quase 36 anos depois, descobriu seu cárcere verdadeiro

Wilson Tosta, RIO – O Estado de S.Paulo

– De repente, ele se viu com Cr$ 10 na mão e as seguintes ordens: “Pegue um táxi e não olhe para trás”. Era dia 6 de abril de 1973, uma sexta-feira. Foi deixado ali, perto do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, por militares que o haviam sequestrado uma semana antes. Ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), o jornalista e professor de Comunicação da PUC-Rio Álvaro Caldas fez foi desobedecer. Olhou insistentemente para trás, tentando entender por que fora preso e espancado e para onde fora levado.

Quase 36 anos depois, dias antes do carnaval passado, Caldas olhou e, finalmente, enxergou. Reconheceu seu cárcere: o prédio do antigo Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do IV Exército em Pernambuco, que hoje abriga o Hospital Geral do Recife. Ele tinha sido levado para o Nordeste e não, como lhe dissera um dos sequestradores na época, para um lugar no sul do País.

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