Onde foi parar o dinheiro do Paraná?

Educadores(as) realizam atos públicos para cobrar explicações sobre índice da data-base

Curitiba viu mais uma vez a garra que possuem os trabalhadores e trabalhadoras da educação publica do Paraná. Hoje(14), pela manhã, educadores(as) foram às ruas protestar contra a crise nas escolas e contra os recorrentes descasos com a categoria.

Após o governo do Estado ter dito que uma das mais urgentes questões neste momento (a aplicação da data-base) depende única e exclusivamente da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), os(as) professores(as) e funcionários(as) voltaram às ruas da capital, e também do interior do Estado, em ações regionais, para questionar publicamente a origem dos R$ 2,8 milhões, usados pelo governador Beto Richa, para bancar propagandas institucionais sobre previdência, ao mesmo tempo que alega não ter condições de implementar o reajuste mínimo para os servidores e servidoras.

Desde antes das 8h, os(as) educadores organizaram-se em ato público em frente à Delegacia da Receita Estadual do Paraná, em Curitiba. “Nós estamos aqui na frente da Receita Estadual para fazer uma manifestação, entregar panfletos e para esclarecer a população e os próprios funcionários da Receita. Nós queremos voltar às aulas, mas queremos voltar com uma garantia”, afirma o secretário de Saúde e Previdência da APP-Sindicato, professor Ralph Wandpap. Durante a manifestação, policiais do Gaeco chegaram ao prédio da Receita e foram aplaudidos pelos(as) trabalhadores(as).

Simultaneamente, outro grupo de educadores(as) protestavam em frente à Sefa. “A Secretaria da Fazenda é quem define o índice de reajuste dos servidores. Por isso, decidimos fazer uma mobilização aqui em frente. Se, por um lado, o secretário Mauro Ricardo é um mais bem pagos do Estado (recebe cerca de 20 mil), por outro emite declarações defendendo o reajuste zero para servidores. É vergonhoso!” argumenta do secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues.

Novo ataque – No final da manhã, enquanto os(as) educadores(as) ainda estavam em manifestação, o governo do Estado lança mais uma pancada nas costas dos(as) servidores(as) públicos e anuncia, através de nova oficial, o fim das negociações com os Sindicatos e o reajuste parcelado de 5%, abaixo do valor da inflação. Confira aqui matéria sobre a divulgação do reajuste.

Amanhã (15), Comando de Greve Estadual – com a participação do Conselho Estadual da entidade – se reúne bem cedo na sede da entidade para avaliar o cenário e organizar os próximos passos desta batalha que já está manchada de sangue e desrespeito.

Fonte: APP-Sindicato
http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=11359