MST se solidariza com secundaristas presos esta manhã em SP

O movimento estudantil, ao ocupar pacificamente as escolas, nada mais faz do que lutar pelo direito constitucional ter acesso à um ensino público, gratuito e de qualidade.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) repudia a ação repressiva e despropositada da Policia Militar do Estado de São Paulo que, na manhã desta sexta-feira (13), sob comando coronel Ricardo Gambaroni, despejou e prendeu estudantes secundaristas – em sua maioria menores de idade -, que ocupavam unidades da Etesp (Escola Técnica Estadual de São Paulo).

O movimento estudantil, ao ocupar pacificamente as escolas, nada mais faz do que lutar pelo direito constitucional ter acesso à um ensino público, gratuito e de qualidade. Direito seguidamente ameaçado pelos consecutivos governos tucanos.

Os estudantes nos dão exemplo com suas lutas, auto-organização, autonomia, força e coragem. Foram eles que denunciaram à sociedade o escândalo de corrupção praticada pela máfia da merenda escolar e o sucateamento da educação no estado de São Paulo.

Apesar do golpe de Estado, promovido pelo parlamento, mídia empresarial e setores do poder judiciário, que legou ao país um presidente impostor, não aceitaremos nenhuma perda de direitos já conquistados pelo povo brasileiro. Apoiaremos todas e quaisquer lutas contra as ações repressivas do governo estadual e das forças direitistas e, na sua maioria, corruptas que usurparam o governo federal.

Manifestamos, assim, todo nosso apoio e solidariedade ao movimento secundarista, vítima da truculência e intransigência do governo tucano de Geraldo Alckim (PSDB).

Direção Nacional do MST
São Paulo, 13 de maio de 2016