MEU LIVRO SOBRE O CASO BATTISTI

 

Meu Livro Sobre o Caso Battisti

Carlos Alberto Lungarzo

Professor (r) UNICAMP, SP, Br

9 de novembro de 2012

O Tribunal de Assize (Júri) de Milão, entre 1982 e 1988, estando Battisti fora da Itália, arrolou mais de 15 “testemunhas” que disseram ter “alguma informação” sobre o caso Battisti. Porém, nenhuma viu Battisti nem o reconheceu nas fotos. Por que?

 

Dois advogados diziam representar Battisti. A Itália, quando pediu a extradição à França, deveu mostrar as “procurações” que, segundo os juízes, Battisti tinha feito a seus advogados. Duas dessas procurações são quase tão parecidas uma a outra como um texto e seu xerox. O mais famoso desenhista da história, Leonardo da Vinci, nunca conseguiu fazer duas assinaturas exatamente iguais quando havia alguns dias de distância.

Você teria sido capaz de fazer dois textos tão parecidos?

 

Gaetano Saya, um militar reformado, fundador de um partido neonazista na Itália, chefe de um sociedade de extermínio de estrangeiros, dono de uma agência de sequestros e assassinatos, recebeu 2 milhões de euros do Serviço de Inteligência do Exército em 2004 para sequestrar Battisti, Casmirri e Loiácono. Não era pouco dinheiro para uma pessoa tão procurada? Parece que sim, porque Saya desistiu da operação.

 

Um dos ministros do “pretório excelso” (STF) deu duas informações em seu voto contra Battisti. Refere-se ao açougueiro Lino Sabbadin, que, segundo a própria justiça italiana, recebeu tiros de um único atirador.

1)    Na página 54 diz que Battisti atirou sobre Sabbadin, e que Giacomini o escoltava.

2)    Na página 103 diz que Giacomini atirou sobre Sabbadin e que Battisti era a escolta.

Você percebe algum conflito entre ambas as afirmações?

 

Quando o ourives Pierluigi Torregiani se “defendeu” de um assalto no luxuoso restaurante Transatlântico na via Malpighi em 1979, ele puxou sua poderosa SW (um modelo mais avançado que o de James Bond, que era da série anterior) e atirou contra os bandidos e contra todo o que estava perto. Quantas pessoas morreram e quantas ficaram feridas?

 

Quantas afirmações falsas contêm o libelo de acusação contra Battisti do relator do STF?

 

Você sabe que alguns livros contra Battisti ganharam prêmios mesmo antes de ser divulgados?

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Esta e muitas outras questões são abordadas em meu livro, que estará impresso no início de dezembro, e será lançado publicamente em lugar e data que ainda não foram confirmados.

Dados do livro

Lungarzo, Carlos a.

Os Cenários Ocultos do Caso Battisti

Editora GERAÇÃO, São Paulo

Páginas: 384

91 fotos, 195 notas finais com indicação de fontes, e mais de 100 referências a 2.400 documentos no interior do texto.

O livro estará apoiado por uma série de sites onde haverá cópias de todos os documentos disponíveis que provam minhas afirmações. É fundamental ter em conta que um número importante de documentos do processo italiano (estimamos que é mais de 80% do total) é mantido oculto pela Itália, e não foi cedido nem mesmo ao governo da França quando pediram a extradição de Battisti. Mas o material que possuímos é suficientemente eloquente.

Um dos sites tem seu link indicado no livro. Os outros são espelhos, cujo endereço será revelado em caso de que o site principal seja atacado.

Os documentos que estão no site e nos espelhos podem ser baixados, guardados, copiados, distribuídos, impressos, incluídos em livros, enviados por e-mail, projetados em sessões públicas, etc., sem nenhuma restrição, salvo a de não modificar nenhuma parte do texto. É correto, sim, reproduzir fragmentos.

Não se precisa permissão do autor nem do editor, pois esses documentos não fazem parte estrutural do livro, e não estão protegidos como o próprio livro.

Estamos dispostos a doar alguns exemplares, na medida de nossas possibilidades, a entidades ou grupos que se comprometam usá-lo como veículo de esclarecimento contra as mentiras e provocações publicadas sobre este caso.

Pessoas ou grupos interessados podem entrar em contato por meu e-mail principal

[email protected]

Usualmente não abro os outros e-mails, que só uso para distribuição. Por favor, então, usar apenas este.

Ao longo deste  período, manterei a toda a comunidade plenamente informada sobre os fatos que aconteçam.

Logo que saiba com exatidão, confirmarei o lugar, dia e hora do lançamento.

A Edição Francesa

A edição francesa está neste momento em preparação pela editora Viviane Hamy, e será publicada possivelmente no final desse ano ou no começo de 2013.

Darei mais detalhes desta edição depois que ela seja enviada ao prelo.

 

Fraternalmente

Carlos Lungarzo

 

Carlos Alberto Lungarzo é matemático, nascido na Argentina, e mora no Brasil desde sua graduação. É professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), São Paulo, e milita em Anistia Internacional desde há muito tempo, nas seções mexicana, argentina, brasileira e (depois do fim desta) americana. Tem escritos vários livros e artigos sobre lógica, estatística e computação quântica, mas seu interesse tem sido sempre os direitos humanos.

Seções: Opinião.