Líbia retoma ataques contra os manifestantes em Trípoli

Um dia Muamar Khadafi já foi chamado de anti-imperilialista. Ele jamais passou de um açougueiro. Sempre servil ao poder americano no Oriente Médio, a despeito de sua retórica vazia em favor do socialismo e do pan-arabismo, teve uma reação tímida quando o assassino e presidente ianque Ronald Reagan atacou a Líbia em 1986.

Leão com os fracos e rato com os fortes, estes são os ditadores árabes.

Há um verdadeiro massacre no mundo árabe nestes últimos 30 dias de manifestações.

No Egito, governado por uma Junta Militar, são mais de 300 mortos.

Na Tunísia, também somam mais de 300 mortos.

No Bahrein, já deve chegar a uma centena.

Com os 200´árabes exterminados por Khadafi, o número já se aproxima do milhar.

É sempre bom lembrar que ditaduras militares não são invenção do mundo árabe.

As ditaduras militares modernas (o Império Romano era do tipo antigo) surgiram com o fundamentalista (sem aspas) Oliver Crommwell, que, por ser inglês e protestante, recebia o título de Lord Protetor da Inglaterra (o que devemos dizer de Pinochet, Galtieri e Médici, Saddam Hussein, p.ex.?). Sua ditadura militar exterminou mais de 40 mil irlandeses e colonizou a Irlanda com milhares de escoceses protestantes (imaginem de quem Israel buscou inspiração?), dando origem a mais longa guerra religiosa-nacional do mundo, a da Irlanda, entre católicos e protestantes, perdurando até os dias atuais. (Isto é o que nossos livros de história censuram).

Crommwel, o Homem de Ferro (carniceiro), é saudado por muitos por ter decapitado o rei da Inglaterra e por ter transformado o país na maior potência naval do mundo.

Bem, o mundo árabe não precisa e jamais precisou de lordes protetores de coisa alguma. Os países árabes precisam que seus povos vivam em liberdade e sem assassinos covardes como os do exemplo abaixo.

Aviões militares retomam ataques em vários setores de Trípoli

efe.com, Atualizado: 22/2/2011 7:46

Cairo, 22 fev (EFE).- A Força Aérea líbia bombardeou nesta terça-feira vários setores de Trípoli como parte de uma ofensiva aos protestos na capital líbia contra o regime de Muammar Kadafi, informou a rede catariana de televisão “Al Jazeera”. Conforme testemunhas citadas pela emissora, nas operações participam mercenários que se somaram às forças militares e de segurança da Líbia para reprimir os protestos.

A rede revelou que em um bairro ao leste de Trípoli ainda era possível ver corpos nesta terça nas ruas. Na véspera, 61 pessoas foram mortas pela repressão aos protestos públicos em Trípoli. “Os aviões de guerra e os helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente um setor após outro. Há muitos mortos”, disse um das testemunhas citados pela “Al Jazeera”, Adel Mohammed Saleh. Formam vistos ainda helicópteros militares transportando mercenários.

Enquanto isso, a cidade oriental de Benghazi, a segunda maior do país, segue nesta terça sob controle dos manifestantes contra o regime, depois que os quartéis fossem abandonados pelos soldados.

Mestrando em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) e Especialista em História das Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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