Isolamento social, exclusão social e exploração

Num mundo em que as palavras são usadas sem demasiada atenção para o que querem significar, é importante nos determos por alguns instantes sobre estas três expressões que encabeçam esta nota.

Já estávamos isolados socialmente, em ghettos de indiferença e egoísmo. Enquanto eu estivesse bem, estava tudo bem. Não importava se muitas pessoas não tinham o necessário para viver, nem casa, trabalho, saúde, educação, acesso à cultura. Os direitos sociais, humanos e laborais, eram coisa de “comunistas,” no jargão que foi se instalando de cima abaixo a partir, sobre tudo, de 2013.

A exclusão social está ficando mais em evidência, pondo a nu as entranhas de um sistema centrado no lucro, na concentração de renda e nos privilégios para uns poucos. No entanto, segmentos excluídos estão mostrando que não vão se deixar matar. Embora as autoridades governamentais não demostrem demasiado interesse na preservação da vida dos mais pobres, há lugares onde a iniciativa popular está ativa no cuidado à vida.

A exploração está cada vez mais escancarada. A conduta dos mais altos degraus da pirâmide do poder (executivo, legislativo e judiciário) mostra sem lugar a dúvidas, uma total indiferença para com os destinos da população brasileira como um todo. O verniz “religioso” e “cristão usado para tentar encobrir a absoluta insensibilidade para com a vida ou a morte dos cidadãos/as, apenas acrescenta uma nota de cinismo e hipocrisia.

Tempos de valorizar a sociologia, a educação, a reflexão filosófica, a arte, a poesia, a música, a cultura.