Hamas não participará de nenhuma guerra entre Irã e Israel

Bem, o Hamas está adotando uma postura realista e também de reciprocidade com relação à provável guerra entre Irã e Israel (confronto bélico devidamente adiado após o encontro recente entre Obama e Netanyahu).

Afinal, o Irã jamais participou de que qualquer guerra entre árabes e israelenses.

Há um mito de que o Irã apoiou o Hizbollah na luta contra a invasão israelense do Líbano em 1982. O Irã jamais teve experiência em guerras urbanas, não tinha o que ensinar aos xiitas do Líbano a combater Israel. Foram os palestinos que treinaram, passaram experiência e ofereceram os túneis subterrâneos no sul do Líbano como base para o contra-ataque do Hizbollah aos invasores israelenses.

Nas ofensivas e massacres israelenses do Líbano (2006) e da Cisjordânia (2002 e 2004) e da Faixa de Gaza (2007 a 2011), onde estava o Irã? Claro, o Irã estava armando e financiando patrocinando milícias sectárias no Iraque.

O Hamas continua dividido, mas parece que está cada vez mais distante do Irã (e isto não é má notícia).

By Naharnet Newsdesk:

Hamas will not be drawn into any conflict between Israel and Iran, a senior official of the Palestinian Islamist movement which rules Gaza said on Wednesday.

“Iran does not need Hamas to respond to Israel in the event of an attack, because it has enormous military capabilities at its disposal, which allow it to act without us,” Ahmed Youssef, a counselor to the Hamas foreign ministry, told Agence France Presse.

“That’s why Hamas will not be drawn into any war between Iran and Israel,” he said, while emphasizing that the group would retaliate if Israel attacked Gaza.

Hamas “does not belong to any military or regional political axis, and our activity is in Palestine,” Youssef added.

“Iran has not asked anything of us. We will determine our policy and our actions on the basis of Palestinian interests,” said the Hamas official, while describing his party’s relations with Iran as “strategic and friendly.”

Israeli commentators have voiced growing concern about the possibility of rocket or missile attacks by militant groups in Gaza or by Hizbullah in Lebanon, if Israel attacks Iran.

Hamas’ political bureau is the group’s principal decision-making body, but its powerful armed wing, the Ezzedine al-Qassam Brigades, has some autonomy in applying those decisions on the ground.

Youssef said that Iranian financial support for Hamas had not been affected by the movement’s criticism of the bloody crackdown on anti-government protests by Tehran’s key regional ally Damascus.

“Iran realizes that Hamas cannot abandon the Syrian people. The Syrian regime has crossed red lines and Hamas cannot remain silent on that”.

Mestrando em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) e Especialista em História das Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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Sunita babaca

  • Triste ler comentários sectários e racistas como este. A islamofobia corre solta na internet.

  • Ramez, você é aquele do orkut que sempre esculhambava judeus? Não foi você que inventou uma história sobre historiadores israelenses e foi desmascarado por lá?

  • Eu duvido que o Hamas está falando a verdade. É claro que em caso de um conflito eles vão procurar tirar vantagens.

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