Garis em greve protestam em frente à Prefeitura do Rio

garisOs trabalhadores garis, que continuam em greve, realizaram na manhã de sexta-feira (7) uma manifestação que contou com um ato em frente à Câmara de Vereadores. Logo em seguida realizaram uma passeata com destino a Prefeitura do Rio de Janeiro. A categoria exige que o prefeito Eduardo Paes receba os grevistas e negocia a pauta de reivindicação.

A greve começou no sábado de carnaval (1). Os garis pedem reajuste salarial de R$ 803 para R$ 1.200, aumento no valor do tíquete alimentação diário de R$ 12 para R$ 20 e o pagamento de horas-extras para quem trabalhar nos domingos e feriados, como previsto em lei.

A prefeitura propõe R$ 877. Além disso, os trabalhadores pedem o retorno do pagamento do triênio, do quinquênio e melhoria das condições de trabalho.

O prefeito do Rio de Janeiro tem agido com truculência ao não negociar com os grevistas. Chegou a acionar escolta armada para a realização da coleta de lixo.

Esses trabalhadores heroicamente estão mostrando com a greve o importante do trabalho do gari e de como essa categoria é precarizada.

Eduardo Paes é flagrado jogando lixo na rua

Está circulando nos veículos de comunicação um vídeo em que o prefeito da cidade, Eduardo Paes, joga, descaradamente, uma fruta no chão. No Rio, jogar lixo na rua é proibido. Em resposta ao ocorrido, a prefeitura disse que o Paes não se lembrava do ocorrido e que se auto-aplicará uma multa.

Veja o vídeo:

Empresa e Prefeitura do Rio de joelhos

Apesar de todas as ameaças, do assédio moral, do clima de terror criado pelos grandes meios de comunicação e as traições da maioria da direção do sindicato, os trabalhadores grevistas colocaram a direção da Conlurb e a Prefeitura do Rio de joelhos. Não só o governo, a mídia e a empresa tiveram que reconhecer a força da greve, mas também tiveram que anunciar a revogação da decisão de demissões.

Todo apoio!

A CSP-Conlutas tem demonstrado todo o seu apoio à greve dos trabalhadores. Exige que o Tribunal do Trabalho encerre o dissídio do Acordo Coletivo determinando o imediato atendimento de todas as justas reivindicações do conjunto da categoria. A Central exige também que o prefeito Eduardo Paes não só atenda todas as reivindicações, mas também o abone os dias da paralisação e que não ocorra nenhuma retaliação aos grevistas.

Por fim, a CSP-Conlutas, exige do governador Sérgio Cabral o fim de toda a hostilidade da Polícia Militar e seu Batalhão de Choque contra esta e todas as manifestações dos trabalhadores mobilizados e em luta.

Fonte: CSP-Conlutas