Francisco: Oração

imagesMensagem no “Ângelus”, dia 24.07.2016

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo começa pela cena com Jesus a orar. Ora sozinho, à parte. Ao terminar, os discípulos Lhe pedem: “Senhor, ensina-nos a rezar.” Ele lhes responde: “Quando rezarem, digam: Pai… Pais – esta palavra é o segredo da Oração de Jesus. É a chave que Ele mesmo nos dá, para que entremos em relação de diálogo confidencial com o Pai, que acompanhou e sustentou toda a Sua vida. Pai! Ao vocativo de Pai, Jesus associa mais dois pedidos: “Santificado seja o Teu nome” e “Venha o Teu Reino”. A Oração de Jesus é, portanto, a oração cristã e, antes de tudo, um lugar para Deus, permitindo-Lhe manifestar em nós Sua santidade, e fazendo prosperar o Seu Reino, a partir da possibilidade de exercer o Seu Senhorio de Amor, em nossa vida.

Mais três pedidos completam esta Oração – o Pai Nosso – que Jesus ensina. Trata-se de três pedidos, que expressam nossas necessidades fundamentais: o pão, o perdão e o socorro nas tentações. Não se pode viver sem pão, não se pode viver sem perdão, nem se pode viver sem o auxílio de Deus, nas tentações.

O pão que Jesus nos manda pedir, é o necessário, não o supérfluo. É o pão dos perebgrinos. Na justa medida. Um pão que não se acumula nem se desperdiça, que não atrapalha a nossa caminhada.

O perdão é, antes de tudo, o que nós mesmos recebemos de Deus. Só a consciência de que somos pecadores perdoados pela infinita misericórdia divina pode tornar-nos capazes de fazer gestos concretos de fraterna reconciliação. Se uma pessoa não se sente como um pecador perdoado, jamais poderá fazer um gesto de perdão, de reconciliação. Começa-se por aí: pelo coração: um coração que sente um pecador perdoado.

O último pedido – “Não nos deixeis cair em tentação” – expressa a consciência de nossa condição: sempre exposta às investidas do mal e da corrupção. Todos sabemos o que é uma tentação…

O ensinamento de Jesus sobre a Oração prossegue com duas parábolas, por meio das quais Ele toma o modelo do compromisso num conflito de um amigo com outro amigo, e o de um pai, em relação ao seu filho. Em ambos os casos, Ele nos quer ensinar a plena confiança em Deus, que é Pai. Ele conhece, melhor do que nós mesmos, as nossas necessidades. Mas, Ele quer que nós Lhe apreentemos tais necessidades, com ousadia e com insistência, por ser este o modo de participarmos de Sua obra de salvação. A Oração é o primeiro e o principal instrumento de trabalho… Escutem bem isto: a Oração é o primeiro e o principal instrumento de trabalho, em nossas mãos. Insistir em relação a Deus ão serve para convencê-Lo, mas fortalece nossa fé e nossa paciência, isto é, a nossa capacidade de lutar, com Deus, pelas coisas realmente importantes e necessárias.

Na Oração, somos dois: Deus e eu, a lutarmos juntos pelas coisas importantes. Dentre estas, há uma que é a coisa mais importante, que Jesus diz no Evangelho, mas que quase nunca pedimos: é o Espírito Santo! Dai-me o Espírito Santo. Jesus disse: “Se vocês, que são maus, dão coisas boas aos seus filhos, será que o Pai não lhes dará o Espírito Santo?” O Espírito Santo! Pedir o Espírito Santo! Que venha a nós o Espírito Santo! Mas, para que serve o Espírito Santo? Serve para vivermos BEM! Para vivermos com sabedoria e com amor, fazendo a vontade de Deus.

Que pela oração, durante esta semana, gostaria de que cada um de nós peça o Espírito Santo; “Pai, dá-nos o Espírito Santo! Pai, dá-me o Espírito Santo!”

Nossa Senhora nos dá prova de sua insistência toda animada pelo Espírito. Que ela nos ajude a orar ao Pai, unidos a Jesus, a vivermos, não de maneira mundana, mas segundo o Evangelho: guiados pelo Espírito Santo.

https://www.youtube.com/watch?v=YDCWc7hkNps
(Do minuto 2 :11 ao minuto 10:06)
Trad.: AJFC

Nós também Somos Igreja, grupo de estudo, reflexão e ação social cristã.

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