Fluindo

fotoEstes dias passados, tenho estado a refletir sobre a confiança como oposta ao medo, a aceitação e a compreensão como contrárias à culpa, e a fluidez e integração ou integridade como opostas à compulsão e à dissociação. A fluidez contém a confiança, a aceitação, a compreensão e a integração.

Esta meditação tem sido praticada em situações cotidianas. E a conclusão provisória a que tenho chegado, é que a fluidez, que pode ser expressa em uma imagem de água correndo, contém tudo que preciso para viver no dia a dia. A fluidez pode ajudar muito a enfrentar todo tipo de situações da vida diária.

Também tenho refletido sobre a conotação positiva, uma atitude que é encorajada no contexto da Terapia Comunitária Integrativa. Valorizar o que funciona, valorizar o processo, nunca o resultado. Valorizar a minha própria experiência e a experiência pessoal das pessoas à nossa volta. Centrar os esforços na minha mudança pessoal, e não na expectativa de que os outros mudem.

Privilegiar a co-participação em contraposiçao à atitude de “salvador da pátria”. A Terapia Comunitária Integrativa é um lugar para ser. A Terapia Comunitária Integrativa é um lugar onde se pode viver. Tudo isto contribui para uma cultura de paz. Inclusão ao invés de pre-conceito.

Paz interior, derivada de uma atitude fluente, que me permite compreender que sou tão humano quanto as pessoas com quem convivo ou com quem me encontro no dia a dia. A minha vida não precisa (e nem pode) se reduzir a uma teoria ou a uma ideologia.

Posso ter minhas crenças, assim como outras pessoas as delas. Mas a vida é mais do que crenças. A vida não é uma ideologia nem uma teoria. A vida é um mistério inexplicável, do qual me aproximo quando me entrego a essa inexplicabilidade.

Então vem a mim uma força calada que me conduz e me consola. Sinto-me integrado a um movimento que inclui pessoas de diversas classes sociais e categorias profissionais e níveis educacionais. Pessoas de diferentes culturas e nacionalidades.

É o movimento da Terapia Comunitária Integrativa, onde re-encontrei e continuo a re-encontrar a minha identidade pessoal e o meu sentido de viver.