Entre o otimismo ingênuo e a desesperança.

Uma sociedade alienada, desumanizada, frequentemente oscila entre o otimismo ingênuo e a desesperança. “Incapazes de projetos autônomos de vida, buscam nos transplantes inadequados a solução para os problemas do seu contexto. São assim utopicamente idealistas, para depois se fazerem pessimistas e desesperançosas.” (p.73)

O que decorre dessa dinâmica é que as gerações mais velhas acabam por se entregar ao desânimo e a atitudes de inferioridade. A criticidade orientada por Freire torna o homem criticamente otimista. “Não há por que se desesperar se se tem a consciência exata, crítica, dos problemas, das dificuldades e até dos perigos que se tem à frente.” (p.74)

(Paulo Freire, Educação como prática da liberdade)