Em Erechim (RS), igreja e movimentos sociais populares se unem por nulidade do leilão da Vale

Dia 1° de setembro inicia em Erechim (RS) e no restante do Brasil o plebiscito popular que pede a nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce.

A Vale do Rio Doce era uma empresa estatal que em 1997 foi privatizada por pouco mais de três bilhões de reais, enquanto que o seu patrimônio estava avaliado em 92 bilhões de reais. Além disso, o banco Bradesco foi um dos avaliadores do patrimônio da Vale e hoje é o principal acionista privado da empresa, o que por lei é proibido.

Portanto, o leilão que privatizou a Vale do Rio Doce foi um crime de lesa-pátria, como afirma Dom Demétrio Valentini, Bispo da Comissão Episcopal Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB: “A Vale é nossa porque ela se identifica com a soberania nacional. Ela não pode ser privatizada, não pode ser vendida e nem negociada”, diz ele.

Além de consultar sobre nulidade do leilão, o plebiscito também quer consultar a população sobre a prioridade do governo sobre o pagamento dos juros da dívida externa e interna, sobre o alto preço pago pela população sobre a energia elétrica, sobre a reforma da previdência e sobre a renovação da concessão às praças de pedágio no Rio Grande do Sul.

O plebiscito, que vai do dia 1º ao dia 9º de setembro, está sendo organizado nos municípios e todos terão a possibilidade de manifestar sua opinião. Crianças e adultos também podem votar, basta levar um documento e apresentar nos pontos onde estão instaladas as urnas. Procure o comitê municipal e se informe, é um dever de todo cidadão se manifestar em favor do futuro do Brasil, faça sua parte!

Mais informações sobre o plebiscito em Erechim: (54) 3522-1857 ou [email protected]