Como o que eu sou e o que eu faço se enraízam na minha história de vida?

tciComo o que eu sou e o que eu faço se enraízam na minha história de vida? Hoje de manhã veio a mim esta pergunta. Fiz esta pergunta para mim mesmo. Como muitas outras das perguntas para a recuperaçõ da pessoa humana que nos fazemos no contexto da Terapia Comunitária Integrativa e dos cursos de Cuidando do Cuidador, esta é, também, uma pergunta-resposta.

Na mesma hora em que fiz a pergunta, a resposta estava aí. Eu sou o enraizamento da minha história de vida. Eu sou a resultante da minha trajetória existencial. Quando eu pergunto: como o que eu sou e o que eu faço estão enraizados na minha trajetória de vida, o que vem, sou eu como resposta. Eu sou esta presença, este que está aqui, esta manhã, em Mendoza, partilhando estas coisas.

Quando eu faço para mim mesmo esta pergunta, é o meu ser inteiro que vem como resposta. O meu presente se torna completamente habitado, todo meu ser está aqui, escrevendo, lendo, varrendo o chão, forrando a cama, andando por aí. Seja lá o que eu possa estar fazendo, meu ser inteiro está aí. Eu sou esse ser inteiro, essa pessoa completa que atravessou por toda uma cadeia de atos, de situações, de desafios, de atribulações, para vir a ser este que está aqui.

Esta pessoa que está aqui é uma resultante, é a soma total dos atos que a fazem ser o ser que é. A Terapia Comunitária Integrativa é uma ação que conduz a pessoa de volta para ela mesma. Acredito que não exista dor maior do que a da ausência de si, o eu estar aqui separado de mim mesmo, eu estar desabitado de mim mesmo. Cada vez mais, vou vendo a TCI como uma integração de perguntas-respostas integradas.

Eu sou quem eu sou, ou quem os outros querem que eu seja? Daonde vem a minha força? Todas são perguntas que nos trazem de volta para nós mesmos. Mas não são perguntas que façamos a nós mesmos apenas em solidão. Estas perguntas nos são feitas por alguém, em reuniões de formadores, em cursos de Cuidando do Cuidador, em rodas de Terapia Comunitária Integrativa.

O caminho do crescimento pessoal não tem volta. “Eu sou quem eu sou ou o que os outros querem que eu seja” é uma indagação que nos leva a um mergulho interior, bem como a um renascer constante.
Grata Rolando pela reflexão.
Clea

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