Como defender o que resta de ordem institucional no país?

O quê é que podemos, enquanto cidadãos e cidadãs, fazer para impedir que a República termine engolida pela fúria nazista e pelo ênfase desmedido de lucro que anima os atuais governantes?

Certamente que estas perguntas hão de estar palpitando em boa parte dos corações e mentes das pessoas deste pais, que viram a democracia e a sociabilidade serem deterioradas pelas manobras golpistas que culminaram com a destituição ilegal de Dilma Rousseff e a eleição fraudulenta que empossou o atual despresidente da República.

Parece haver pouco a fazer diante de uma situação em que as autoridades governamentais estão claramente incapazes de exercer o papel para o qual a cidadania lhes paga. Legislativo e judiciário dão a impressão de estarem completamente paralisados frente à ação de um executivo abertamente anti-vida.

A imprensa que ajudou a acobertar e promover a destruição da democracia, agora tenta passar a imagem de que lhe interessam as pessoas.

Talvez seja hora dessas pessoas, de cada um e cada uma de nós, percebermos que não há jogo duplo.

Não são opções ideológicas, não se trata de escolher partidos ou instituições. Se trata de saber se estamos a favor da vida ou da morte. Tão claro quanto isto. O momento não tolera ambiguidades.

Muito mais do que ações em massa, é preciso valorizar as ações minúsculas, no âmbito cotidiano, no seio da família, no círculo de amizades, na vizinhança. Reforçar e refazer a fé na vida, a confiança mútua, a certeza de que somente com uma unidade essencial é ética concreta,  poderemos a muitas mãos, impedir que o Brasil caia no abismo.