Bolívia: arquivo 2003

Oposição boliviana denuncia intervenção dos EUA na crise

Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 17 de outubro, 2003. Sindicalistas e o líder da oposição, Evo Morales, acusam embaixador norte-americano de interferir na crise para evitar queda do presidente Sánchez de Lozada. Assessores militares dos EUA ajudariam a coordenar repressão à rebelião popular. Leia mais

Bolívia: ‘Valor Econômico’ vacilou
Gustavo Barreto, Consciência.Net, 16 de outubro, 2003. Quando um jornal se permite o direito de fazer reportagens sobre outro país, ele deve ter no mínimo respeito pelos grupos políticos legítimos que formam a conjuntura local. No caso da Bolívia, o jornal paulista Valor Econômico(…) relatou a situação na Bolívia da forma mais superficial possível. Leia mais

Bolívia: presidente propõe ‘plebiscito do gás’

16/10/2003. O presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada, propôs a realização de um plebiscito sobre o plano de novas exportações de gás natural, que provocou uma violenta série de protestos pelo país. Lozada disse que, se a violência continuar, “vai ficar claro que os manifestantes têm o objetivo de subverter a ordem constitucional”.

No entanto, líderes da oposição já rejeitaram a proposta e voltaram a pedir a renúncia do presidente. Os manifestantes protestam contra a venda de gás aos Estados Unidos, intermediada pelo Chile, que tem uma rivalidade histórica com a Bolívia. A crise no país continua tão séria que, na noite desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar cerca de 50 brasileiros que estavam de passagem pela capital boliviana, La Paz, e não conseguiram deixar o país por causa dos protestos. bbc aqui

Bolívia: greve geral por tempo indeterminado

Verena Glass, Agência Carta Maior, 14/10/2003. Setores como educação, transportes, saúde, distribuição de combustível e até as padarias estão parados em La Paz, Cochabamba, Oruro e Santa Cruz, em protesto contra a sangrenta repressão do governo aos movimentos sociais nos últimos dias. Leia aqui

Laura Cassano, Agência Carta Maior, 14/10/2003. A Soberania dos Povos, organização popular liderada por Evo Morales, foi convidada a tomar parte de uma tentativa de golpe de Estado na Bolívia, mas se negou a participar, diz Astério Romero, vice-presidente de entidade de cocaleiros. Leia aqui

Bolívia: protestos na continuam a todo gás

CMI Brasil, 12/10/2003. Os protestos na Bolívia contra a privatização dos recursos naturais e pela renúncia do Presidente Sanchez Losada, que começaram no mês passado, continuam e têm se intensificado. Uma greve geral já dura mais de 10 dias e mobilizações constantes em várias cidades do país crescem cada vez mais. Leia aqui

Bolívia abre mercado de compras públicas e antecipa Alca

13/8/2003. O governo boliviano decidiu abrir o disputado mercado de compras governamentais a empresas internacionais, antecipando um dos principais itens propostos pelo governo dos Estados Unidos no projeto de criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). O decreto 27040, promulgado no dia 16 de maio pelo presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, estabelece a realização de licitações internacionais para todas as compras de produtos e serviços feitas pelo Estado.

O Movimento Boliviano de Luta contra a ALCA diz que a medida significa a aplicação antecipada da área de livre comércio no país, prejudicando os produtores nacionais. Com o decreto, todas as compras de uniformes escolares, alimentação escolar, medicamentos, construções, serviços profissionais e transportes, entre outros setores, estarão abertas ao mercado internacional. (Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, aqui)

Brasil e Bolívia, ação do Exército

6/8/2003. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS) pediu ontem ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a presença do Exército brasileiro na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. O Estado tem 720 quilômetros de fronteira seca com o país vizinho por onde passariam drogas, armas e carros roubados nos dois países. “Se combatermos o tráfico na fronteira, diminuiremos muito a criminalidade em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo”, disse Maggi.

O Mato Grosso é o 21ª Estado a aderir ao Sistema Único de Segurança Públcia. Maggi disse ao ministro que está preocupado com o combate ao crime organizado em Mato Grosso. Segundo ele, o trabalho dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, bem como das polícias e do Poder Judiciário, tem sido bem feito e surtido grandes efeitos. (Tribuna da Imprensa)

Grupo indígena armado surge na Bolívia para luta anti-repressão

Reuters, 29 de janeiro, 2003. Camponeses quíchuas de uma belicosa zona “cocalera” do centro da Bolívia anunciaram o surgimento de um grupo armado para a defesa das causas indígenas frente à repressão militar e policial.