Aqui agora isto

aguaEsta manhã, fiz um desenho de uma árvore com folhas que iam nascendo do tronco em várias direções: para cima, e para os lados dela, conformando uma espécie de construção de folhas que formavam figuras.

Em quanto as folhas iam aparecendo pela folha, notava que o desenho ia tendo vida própria. Percebi que eu não estava desenhando para agradar alguém, para obter aprovação ou elogios.

Apenas estava desenhando, como quando era muito pequeno. E o desenho ia se formando por si mesmo. Percebi então como muitas vezes deixamos de ser quem somos, para tentarmos ser aceitos, para agradar, para ganhar a aprovação de alguém.

O desenho que ficou na folha, foram folhas em padrões diferentes dos habituais. Em quanto desenhava, lembrei de vários outros desenhos ou pinturas que já fiz.

Uma mulher nua de costas, em uma tela. Uma árvore em uma praça, cujo tronco sobe se contorcendo. Uma outra árvore, que virou capa de um livro da minha mãe Gita, Crescer.

Pensei que muitas vezes deixamos de ser o ser que somos, para virarmos uma cópia de nós mesmos. Mas podemos ser isto aqui, agora.

O desenho que ficou na folha, foram folhas em padrões diferentes dos habituais. Em quanto desenhava, lembrei de vários outros desenhos ou pinturas que já fiz.
Permita-me partilhar minha e experiência, no mosaico quando crio um desenho sinto que mesmo sendo parecido outro que já fiz, tem sempre algo novo que reflete o meu momento. Quando finalizo faço essa leitura do novo do meu ser.
Ab. Clea

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