Voltando

fonteEsses dias de estar em Mendoza sem data para voltar para João Pessoa, estão sendo uma experiência bastante interessante. Menos ansiedade e expectativas. Uma certa quietude. Um sentir a terra me acolhendo, de um modo que não saberia dizer com palavras. É, de alguma forma, como se nunca tivesse ido embora.

Por vezes me surpreendo, como agora há pouco ao voltar para a casa do meu pai, vendo o reflexo da água da acéquia na parede lateral da mesma, e esse reflexo me faz saber que sempre estive ali, que nunca fui embora. Como se uma parte minha, eternamente criança, tivesse armazenado todas as memórias boas e elas estivessem aí, voltando vez por outra.

O cheiro dos aguaribays. A siesta mendocina. As ruas cobertas de árvores verdejantes, jogando a sua sombra sobre o xadrez de calçadas, ruas e praças. A praça Espanha, com seus azulejos coloridos e suas fontes. A praça Itália. Praça Independência. O Parque San Martín e o Rosedal.

O encontro com algum velho amigo que fazia muito tempo que não via. Encontrando novas pessoas. Perspectivas de novas amizades. Como se Mendoza estivesse me dizendo: estive à tua espera todo este tempo. Sei que não foste embora por querer, mas estive e estarei sempre para ti.

Por certo, também sinto essa acolhida e uma quietude que toma conta do meu ser, sempre que vou ao Piauí, minha terrinha Rolando!
Compartilho desse sentimento!
Um abraço!

  • Adorei Rolando! Me emocionei.. também sinto o mesmo quando visito minha Teresina… da cristalina cajuína! Um abraço

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