Tô fora!

Seguinte: participando de alguns espaços de debate sobre jornalismo, na universidade e na Internet, caiu finalmente a ficha. A questão é a seguinte: por que debater? Parece óbvio, mas pense você: por que você se propõe a discutir suas idéias e a idéias dos grandes pensadores com terceiros?

Eu sempre escrevi porque adoro um debate. Adoro conversar com as pessoas e agregar pontos de vista. Recortar, citar, formular, reformular. Aquela coisa da memória que eu adoro: reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis.

Nestes anos de Faculdade (não sou jornalista, mas convivo com muitos), percebi que muitos dos colegas simplesmente odeiam debater. Vários deles entram no debate exatamente para acabar com o debate. É sempre um melhor do que o outro. O pobre coitado sonha em ter uma versão definitiva dos fatos – diante da qual, no imaginário deles, todos iniciem um grandioso “Ohhh”. Seguido de aplausos e um prêmio pela sacada do ano.

Durante várias destas conversas, fiquei monologando com as paredes – sem lembrar que são de concreto, e não de abstrato.

O sujeito, então, começava as frases com um “A verdade é que (…)” ou o próprio “De concreto, o que ocorreu foi que (…)”. Imagina ele um “fundo” (porque no fundo…) que os outros ignoram, principalmente o “povo brasileiro”, que precisa saber disso ou está fadado ao fracasso. Até porque “o futuro do Brasil passa pelo entendimento de que” [e aqui fique livre para colocar sua verdade].

Na boa, tô fora.