Terapia comunitária: Uma metodologia inovadora na Atenção Primária em Saúde no Brasil

Por Maria Teresinha de Oliveira Fernandes,Ana Luiza de Aquino, Graziela da Costa Santos, Sônia Maria Soares, Luciano Carneiro de Lima

Como citar este documento

Fernandes, Maria Teresinha de Oliveira; de Aquino, Ana Luiza; Santos, Graziela da Costa; Soares, Sônia Maria; de Lima, Luciano Carneiro. Terapia comunitária: Uma metodologia inovadora na Atenção Primária em Saúde no Brasil. Evidentia. 2011 abr-jun; 8(34). Em: Consultado ao

Resumo

Objetiva-se descrever a roda de terapia comunitária como metodologia facilitadora para o enfrentamento de demandas e sofrimentos psicossociais na Atenção Primária em Saúde. Estudo exploratório e descritivo, que caracterizou o perfil dos participantes e analisou as rodas de terapia numa Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. A coleta de dados ocorreu por meio de observação participante e registro de 63 rodas, respeitando-se os aspectos éticos. Na prática a terapia comunitária tem seus pressupostos e regras que organizam o trabalho no grupo. Foi possível refletir sobre a precariedade do trabalho em saúde, despertar para investigação epidemiológica de grupos sociais, trabalho humanizado com ações orientadas para espaços de escuta priorizando a pessoa além do cuidado em saúde e auto-estima. Possibilita ao profissional apreender a linguagem do povo e cultura. A terapia comunitária se apresenta como uma metodologia facilitadora para profissional de saúde e grupos sociais para o enfrentamento das tensões, temores, fantasias, frustrações, preconceitos que permeiam as relações interpessoais e provocam sofrimento.

Palavras chave: Desenvolvimento da comunidade/ Comunidades vulneráveis/ Estrutura de Grupo/ Métodos Terapêuticos.

Introdução

Com a finalidade de reorganizar a Atenção Primária à Estratégia de Saúde da Família tornou-se a porta de entrada para os serviços do sistema de saúde e rapidamente transcendeu de uma maneira geral, os processos atuais de produção da saúde, envolvendo contextos sociais, de vida e profissionais inclusive. O cotidiano hoje é permeado por algumas tensões primárias e próprias dos atos produtivos em saúde e que estão presentes no interior de qualquer modelo.

Nesse sentido, para se alcançarem os objetivos propostos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sistema público de saúde do Brasil, em relação à Saúde da Família, as equipes devem estabelecer vínculos de co-responsabilidade com a população, numa visão sistêmica e integral do indivíduo, da família e da comunidade.

Dessa forma, dentre as ações da equipe de Saúde da Família destacam-se as ações educativas enquanto possibilidades de enfrentamento dos problemas relacionados na maioria das vezes a doenças já instaladas. Então, uma das metodologias que tem sido utilizadas e que viabiliza essas ações e, conseqüentemente ações de promoção da saúde, prevenção de agravos é o trabalho em grupos na Atenção Primária com todas as suas controvérsias conforme já comentado por vários autores.

No contexto do trabalho com grupos as principais temáticas abordadas pelos profissionais tem se restringido por vezes, aos temas relacionados às doenças crônicas degenerativas como diabetes mellitus e hipertensão arterial, estando as questões relacionadas à auto-estima, ao meio sociocultural e ao coletivo distantes dessa metodologia.

Tendo em vista a responsabilidade da Atenção Primária no cuidado da saúde mental, sabe-se que esse nível de atenção não tem respondido com efetividade, qualidade e resolutividade no cuidado a população. Nessa perspectiva histórica, a terapia comunitária surgiu como uma modalidade do trabalho com grupos que propicia um espaço de fala do sofrimento e possibilidade de prevenção dos efeitos do estresse cotidiano das pessoas, visando garantir a essas populações o resgate da auto-estima necessária para implementação de mudanças em suas vidas.

Segundo Barreto essa metodologia é um espaço onde se procura partilhar experiências de vida e sabedoria de forma horizontal e circular. Sabe-se que até o momento, ela tem sido adotada para grupos de pessoas da comunidade no sentido de empoderá-las em seus contextos sociais, de vida e profissionais.

Nessa perspectiva do trabalho com grupos, a terapia comunitária emerge como uma das metodologias em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Atenção Primária que considera o sujeito em sua singularidade, na complexidade, na integralidade e na inserção sócio-cultural e busca a promoção de sua saúde, a prevenção, o tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável.8

Destaca-se que a terapia comunitária na Saúde da Família favorece a ampliação do vínculo entre profissional e comunidade, representa uma metodologia mais dinâmica, participativa e integrativa aos grupos de educação em saúde, fortalece a prática de auto-cuidado e co-responsabilidade da população quanto ao seu processo saúde-doença, favorece a composição do diagnóstico epidemiológico local, redireciona a demanda de “sofrimento” que ocupa agendamentos da assistência para os grupos de terapia comunitária.

A terapia comunitária surgiu no Brasil, a partir da necessidade de indivíduos com sofrimento psíquico que buscavam amparo jurídico junto ao Projeto de Apoio aos Direitos Humanos da favela de Pirambu, uma das maiores favelas de Fortaleza, Ceará, Brasil com 280 mil habitantes.

Partindo dessa realidade, identificou-se a necessidade de fortalecer a rede social naquele grupo, composto, em sua maioria, por migrantes do interior do país que ali estavam desordenadamente agregados na periferia de uma grande cidade, desassistidos pelo Estado e em condições de miséria. Assim, criou-se o Projeto 4 Varas com sede na favela de Pirambu (Fortaleza, Ceará), cujas atividades são abertas à população local e aos demais interessados, não sendo incomum a participação de pessoas de outros Estados e, inclusive, de outros países.

A terapia comunitária está ancorada teoricamente em cinco pilares conceituais:

Pensamento sistêmico: Reporta aos sistemas humanos formados por pessoas em interação intensa de modo tal que o comportamento de um membro afeta e é afetado pelo comportamento do outro. Ou seja, fazem parte do problema todos aqueles que estão envolvidos na situação, não apenas o membro sintomático.9 Nessa abordagem, o sujeito é percebido em relação às suas interações familiais, sociais, e também em relação aos seus valores e crenças, possibilitando uma compreensão maior acerca do mesmo, visando sua transformação.

Teoria da comunicação: Tem seu foco no comportamento que é comunicação. A teoria da comunicação humana de Watzlawick et al.,corrobora com essa premissa afirmando que todo comportamento é comunicação, incluindo gestos e atitudes, toda comunicação tem dois lados: o conteúdo e a relação, toda comunicação depende da pontuação, toda comunicação tem dois aspectos: a comunicação verbal e a não verbal, toda comunicação entre pessoas é feita de forma simétrica ou complementar.

Resiliência: Segundo Souza trazido para o campo das ciências da saúde foi inicialmente utilizado para significar capacidade de regeneração, adaptação e flexibilidade atribuídos às pessoas que conseguiam recuperar-se de doenças, catástrofes, guerras, e outras situações traumáticas abruptas ou duradouras. Na terapia comunitária, a resiliência tem o significado relacionado à vivência pessoal enquanto uma fonte de saber e os obstáculos, traumas, os sofrimentos são fontes de conhecimento, ou seja, carência que gera competência, o sofrimento que gera capacitação, fortalecimento.

Antropologia cultural: Tem por objetivo o estudo do homem e das sociedades humanas, no sentido de valorização da herança cultural e resgate das raízes históricas de grupo social. Vista desta maneira, a cultura é um elemento de referência na construção de nossa identidade pessoal e grupal, interferindo, de forma direta, na definição do quem sou eu, quem somos nós.

Problematização de Freire: Refere-se à busca de constituição do indivíduo como sujeito de seu tempo e de seu espaço e como membro de uma totalidade de que pode e deve ser voz ativa na construção da consciência crítica.

A sessão de terapia comunitária problematiza os sofrimentos referidos buscando as raízes culturais e históricas daquela pessoa ou daquele grupo social que ali se constituiu com vistas ao empoderamento desses sujeitos.

Nessa perspectiva, a terapia comunitária está em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde e da qualidade de vida e redução da vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais. Tem como objetivos ampliar a autonomia e a co-responsabilidade de sujeitos e coletividades; promover o entendimento da concepção ampliada de saúde, estimular de modos de viver não violentos, cultura de paz e solidariedade, cidadania e reinserção social; gestão democrática, estimular as alternativas inovadoras e socialmente inclusivas, contributiva; restaurar a auto-estima e a identidade cultural.

Assim, a terapia comunitária tem como objetivo reforçar os vínculos entre as pessoas, respeitando a cultura de cada um; mobilizar os recursos e as competências locais, para promover a saúde mental comunitária; e construir uma rede social de proteção e inserção, promovendo uma cultura de paz.

Nesse sentido a terapia comunitária se configura como um trabalho grupal, coletivo inovador e alternativo enquanto práticas educativas e emancipatórias para as ações de promoção de saúde. E na tentativa de compreender um pouco mais esta metodologia, buscando referências na literatura percebeu-se a escassez de estudos nesta temática. A maioria das publicações encontradas trata dos passos da metodologia e caracterização da população participante.

Diante o exposto, há necessidade emergente de estudos nessa temática, uma vez que se mostra como potente metodologia para Atenção Primária, reforçando a proposta deste estudo que é discutir a roda de terapia comunitária como metodologia facilitadora para o enfrentamento de demandas e sofrimentos psicossociais na Atenção Primária na perspectiva dos profissionais e população.

Percurso metodológico

Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, desenvolvido em duas vertentes uma de caracterização do perfil dos participantes e outra de caracterização e análise das rodas de terapia comunitária, em uma Unidade Primária de Saúde do município de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Os sujeitos deste estudo foram as pessoas atendidas por uma equipe de saúde da família de uma unidade primária de saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, dependentes do sistema público de saúde do Brasil, que quizeram participar das rodas e do estudo voluntariamente.

A primeira fase do estudo constou da caracterização das rodas de terapia a partir das variáveis: número de participantes, gênero e faixa etária, temas propostos, tema escolhido na roda, estratégias de enfrentamento do tema escolhido, depoimentos significativos da terapia comunitária.

A segunda objetivou descrever a roda de terapia comunitária como metodologia facilitadora para o enfrentamento de demandas e sofrimentos psicossociais na Atenção Primária na perspectiva dos profissionais e população. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2008 a junho de 2009. Os instrumentos utilizados foram a observação participante e o registro de Organização das Informações, formulário preconizado por Barreto.

Os dados foram organizados utilizando-se sistema computacional, excel, tratando-os em freqüência simples de forma a permitir a caracterização da amostra e resposta aos objetivos do estudo. Tal construção incluiu variáveis como idade, sexo, estresse, conflitos familiares, auto-estima.

Em outra etapa procurou-se descrever e analisar a seqüência proposta das rodas de terapia comunitária baseando-se na sua fundamentação teórica, a partir de reflexões sobre as especificidades dos achados.

Seguiu-se os preceitos éticos e aprovação dos Comitês de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, protocolo nº ETIC 0047/06 e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Parecer nº 009/2006, conforme recomenda a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

Resultados e discussão

Participaram das 67 rodas 780 pessoas, os quais apresentaram o seguinte perfil: 90% dos participantes do sexo feminino, 10% do sexo masculino, a faixa etária de 89% adultos, considerando-se de 30 a 59 anos e 11% de idosos, ou seja, 60 e mais.

Sabe-se que ainda há uma prevalência da população de mulheres na utilização dos serviços de saúde e na roda de terapia comunitária este perfil foi mais uma vez reforçado na participação desta população.

Embora essa pesquisa não tenha o intuito de levantar as causas do considerável número maior de mulheres em relação aos homens que freqüentam os serviços de saúde, sugere-se que, pelo fato de a mulher enfrentar mais os eventos de diversificação de atividades cotidianas e até de perdas do que os homens, talvez elas busquem nos grupos o suporte social de que necessitam. Outra possível inferência seria o fato dos homens terem dificuldades para falar de suas angústias, fraquezas e medos perante um grupo de pessoas. As atividades em grupo normalmente oferecem um importante espaço para a interação, com oportunidades de convivência com pessoas sejam elas da mesma faixa etária ou de faixas etárias diferentes, em que terão oportunidades de trocar experiências com seus pares, compartilhando histórias de vidas semelhantes às suas ou não.

De acordo com Ramos as relações sociais também exercem um papel essencial para manter ou mesmo promover a saúde física e mental principalmente, dos idosos que aqui se configuram 11%. Neri e Freire corroboram com essa assertiva ao afirmar que conviver com outras pessoas é fundamental tanto na formação e na manutenção do auto-conceito quanto na auto-estima de um indivíduo, destacando os benefícios de ordem psicológica, uma vertente da terapia comunitária.

Desta forma, Géis destaca que é necessário ocupar o tempo livre após a aposentadoria com atividades formativas gratificantes, tanto física quanto psicologicamente. Tais atividades farão com que as pessoas continuem a par do que acontece ao seu redor, que mantenham hábitos higiênicos e alimentares e não percam o contato com o meio próximo e distante e a terapia comunitária proporciona este espaço dada a sua característica democrática de participação em qualquer uma de suas etapas.

Quanto aos temas propostos destacam-se o trabalho e trabalhador apontado em 27%, estresse em 20% e conflitos familiares em 15%. Na metodologia da terapia comunitária, seguidamente a essa etapa de levantamento de temas, o grupo faz a escolha de um tema, dentre a diversidade dos temas, se necessário, faz-se um reagrupamento por suas semelhanças, e assim outras questões emergiram como a sobrecarga de trabalho e falta de valorização do trabalho com enfoque no trabalho em saúde; a necessidade conhecer mais a terapia comunitária, dificuldades em aceitar o modo de ser do outro na família, amigos e colegas de trabalho, auto-estima vulnerável, os quais atingem um total de 38%.

Nessa etapa da escolha do tema da roda algo chama atenção que são as identidades sociais, construídas no discurso, submetidas a duas categorias necessárias para a compreensão do significado discursivo, elaborado socialmente, que são alteridade e contexto. A idéia de alteridade implica, necessariamente, na presença de um outro que contém concepções particulares de homem, de mundo e de si mesmo. Assim, o sujeito percebe que há um outro constituído de maneira singular e relacionar-se com este outro significa sair de uma posição, de um lugar central, com todas as peculiaridades deste, para ‘ingressar’ no universo deste outro, ou seja, acontece um deslocamento espontâneo do sujeito. Nesse sentido, a aceitação da alteridade é o reconhecimento deste outro, é o experienciar um lugar desconhecido representado pelo outro.

Desta forma, a identidade é construída no contexto do discurso e na relação com o outro na interdependência própria das relações. O discurso proferido num determinado contexto contém especificidades que fazem o indivíduo ser aceito ou negado pelo grupo. É através da linguagem que as concepções de homem e de mundo são instauradas num contexto e passam a ter determinado valor.

Nas estratégias de enfrentamento, aparece principalmente fortalecimento e empoderamento pessoal 44%, buscar ajuda religiosa ou espiritual com 9%, participar da terapia comunitária 22%.

Duarte et al. afirmam que altos níveis de religiosidade costumam associar-se ao bem-estar físico, esperança, otimismo e enfrentamento de problemas, bem como à redução do estresse e da depressão. E que o envolvimento religioso parece ter significado de efeito protetor para o bem estar físico e emocional de pessoas que estão enfrentando situações de crise.

Os depoimentos significativos dos participantes que compuseram roda, etapa nomeada de ritual de agregação ou conotação positiva, foram selecionados de acordo com a persistência nas falas de palavras e expressões chaves: paz, compreensão, respeito, força, diálogo, amizade, coragem, nova forma de atendimento, persistência, abnegação, limites, valorização da vida, oportunidade de falar e ouvir; troca de experiência. Aparecem também alguns ditados populares: “enquanto existir cavalo São Jorge não anda a pé”, “a união faz a força”, e alguns jargões: “tudo na vida é passageiro”, e afirmações: “somos capazes de superar quando queremos”, “nem tudo depende de nós”.

Considerações Finais

O presente estudo permitiu aprofundar os conhecimentos em relação à terapia comunitária, refletir sobre a precariedade das condições de trabalho reforçada em seu fazer e saber cotidiano, além de despertar para a possibilidade de investigação diagnóstica epidemiológica ainda velada para equipes de saúde da família na perspectiva de grupo social.

Mesmo não sendo objeto deste estudo, mas cabe ressaltar que a maioria dos integrantes está acometida por alguma das patologias não transmissíveis e há fatores que influenciam diretamente no cuidado, tais como auto-estima vulnerável, carências afetivas, dificuldades em estabelecer o cuidado consigo mesmo nas circunstâncias em que se encontram. Nesse sentido, desperta-se para ações orientadas para um trabalho humanizado, a necessidade de espaços de escuta e qualificação de aproximações de profissionais e comunidade de , buscando corresponder as necessidades do ser em processo de sofrimento e com demandas psicossociais que a Atenção Primária não tinha ferramenta ou metodologia para seu enfrentamento.

Sensibiliza o profissional para o processo do cuidar cuidando-se, vez que os participantes parecem estar vivendo muito isolados e sem experienciar afetos e presos a crenças limitadoras que num atendimento individual passaria despercebido. Possibilita ao profissional a apreender a linguagem do povo, a linguagem simples, que poderá facilitar e adequar as orientações ao seu nível cultural, facilitando sua assimilação e seu empoderamento. Facilita o enfrentamento do profissional para questões de tensões e reconhecimento de seus temores, fantasias, frustrações, preconceitos da sociedade, família que implicitamente permeiam sua atuação profissional.

Na prática, o que se percebe é que a terapia comunitária com seus pressupostos e regras organizam o trabalho com e no grupo, um diferencial em relação a outras metodologias. Durante as sessões, há as figuras do terapeuta comunitário e do co-terapeuta comunitário que, apesar da busca insistente de relações horizontais, não deixam de ser “especialistas” na condução do grupo e até mesmo na condição de sujeitos que ocupam no grupo a posição simbólica de quem têm um saber específico, um saber que o restante do grupo não possui.

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Fonte: Evidentia

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