Sociedade zumbi

Pra polícia somos zumbis. Pra nós, eles são.

Para os que efetivamente mandam e lucram com a brincadeira, é interessante que assim seja.

Ninguém dialoga com um zumbi, ninguém humaniza um zumbi.

O zumbi é o outro, é o diferente, é o “mal” e o “errado”.

Pro policial o zumbi é “carne pra bater”, pro manifestante o zumbi é o “sem cérebro”.

Pra quem lucra com a brincadeira povo e polícia não passam de “carne sem cérebro pra bater”.

Sacou?

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por Renato Kress, antropólogo que não engole essa zumbificação infantil.

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Renato Kress é carioca. Sociólogo com habilitação em ciência política e antropologia (PUC-Rio). Treinador de empresas. Diretor do Instituto Atena. Coordenador de conteúdo da revista eletrônica www.consciencia.net. Escritor e contista.

Seções: Opinião.