Servidores realizam Caravana da Educação com a participação de 2 mil pessoas

greveA Caravana da Educação Federal, realizada por Andes-SN, Fasubra e Sinasefe, em parceria com a Oposição de Esquerda da UNE e com a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), reuniu cerca de dois mil trabalhadores e estudantes na tarde de ontem (6), em frente à sede do MEC, em Brasília-DF.

Os servidores se concentraram no bloco L, na Esplanada dos Ministérios, com a expectativa de serem recebidos pelo ministro da Educação, Henrique Paim, para tratar das reivindicações da categoria e realizaram um ato em frente ao local.

Entre as diversas representações de entidades que falaram, o dirigente da Fasubra Luiz Antônio Silva, lembrou que aquele protesto era um recado ao autoritarismo do governo federal, que se nega a negociar e a avançar na pauta da educação federal. Disse também que todos os políticos falam de educação, porém, quando é hora de dar o exemplo, todos deixam a educação pública de lado e não são dignos da pauta. Silva concluiu afirmando que o movimento da educação estava sendo criminalizado pelo governo e que a hora é de reforçar a luta. “A intransigência e as mentiras do governo vão continuar, e é com a luta que pressionaremos para que a negociações avancem”, apontou Luiz Antônio Silva.

O coordenador geral do Sinasefe Alexandre Fleming, cuja categoria deflagrou greve em 21 de abril, destacou que as bases das categorias da educação querem unidade para pressionar o governo e abrir diálogo sobre as pautas. O diretor do Sinasefe ainda apontou que as condições de trabalho têm piorado muito, e que os salários estão corroídos pela inflação e pela falta de reajustes. Fleming disse que os Grupos de Trabalho de sua categoria com o governo não avançaram em nada no último período e que é necessário lutar para reverter as negociações em favor dos trabalhadores.

A unidade de todo o funcionalismo para arrancar vitórias também foi defendida por Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas. A dirigente salientou que governo quer destruir a educação pública, e que a luta por qualidade, por melhores condições de trabalho e por assistência estudantil é a resposta dos movimentos organizados. “O governo só responde pressionado. Somos nós quem construímos diariamente a educação pública nesse país, e temos que continuar nos mobilizando. Só com luta vamos arrancar algo concreto deste governo”, concluiu a presidente do ANDES-SN.

Os estudantes também marcaram presença no ato que defendia uma educação pública e de qualidade. Foi reafirmado pela representante da Oposição de Esquerda da UNE Camila Souza, o apoio dos estudantes às mobilizações das categorias da educação federal. A estudante lembrou que é uma enorme contradição o governo investir 30 bilhões de reais na Copa do Mundo e destinar 50% do orçamento da União para pagamento de juros e amortizações da dívida, enquanto se nega a investir em educação pública e a negociar com os trabalhadores. Ela também fez um chamado à participação no Encontro Nacional de Educação (ENE), que acontece em agosto na cidade do Rio de Janeiro, e na mobilização de 15 de maio (15M), que mostrará ao país que “na Copa vai ter luta”.

A importância da greve de 2012, que impôs uma derrota política ao governo por causa da enorme mobilização das categorias foi relembrada pelo representante da Anel, Lucas Brito. O estudante ainda apontou que o governo federal escolheu um lado, que é o dos empreiteiros e banqueiros, e não o dos trabalhadores e da educação. Brito, por fim, reforçou o chamamento para a participação no ENE e no 15M. “Temos que engrossar as lutas para fazer com que haja uma inversão de prioridade nas pautas do governo”, afirmou.

O movimento quis negociar e tentou isso com um pedido de audiência com o ministro, protocolado na semana passada (29/04). Contudo, o governo não atendeu a categoria e chegou a fechar as portas do Ministério da Educação.

Os servidores vaiaram a postura do governo Dilma e do ministro Henrique Paim (MEC) e reafirmaram no ato que se o governo não negociar, a greve vai continuar!

Fonte: CSP-Conlutas