Rumo à destruição do nosso maior patrimônio

Erik Haagensen Gontijo: "O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte, que inundará pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies - tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética."

O Brasil vende para o exterior a imagem da “sustentabilidade”. Dentro de casa, destroi florestas e seus povos.

Todo o discurso vazio do “marketing ambiental” de nada adiantou na tentativa de parar Belo Monte e a mudança no Código Florestal. O legislativo deu isenção para desmatar cerca de 90% da Reserva Legal brasileira, cerca de 70 milhões de hectares. Exclui ainda as áreas de risco urbanas, que levaram a tragédias como a da Região Serrana e de Ilha Grande e Angra dos Reis, e considera “pequenas propriedades” terras de até 400 hectares, sem critério social! Entre outros retrocessos (leia quais são aqui e aqui). Grande legado!

De Erik Haagensen Gontijo no Facebook:

“O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o início das construções de Belo Monte, que inundará pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies – tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.”

Sonia Mariza Martuscelli completa:

“O pior sempre vem depois. Belo Monte é só a ponta do iceberg das hidrelétricas projetadas para toda a Amazônia, brasileira e estrangeira. Vejam-se essas outras usinas já engatilhadas para o rio Tapajós, inclusive, com alagamento de terras indígenas. Obras do PAC, jantando comunidades: http://tapajoslivre.org/site/?p=136

Isso é politica de limpeza étnica. Quem diria, nos inícios dos anos 80, que o PT protagonizaria o genocídio no pais…”

Em relação ao desastroso código florestal aprovado na Câmara, o líder do PT no Senado acenou para mudanças:

“A maneira como o texto foi votado na Câmara vai ensejar que internacionalmente haja questionamentos da posição do Brasil e até mesmo adoção de barreiras internacionais. Países deixarão de adquirir produtos brasileiros pelo fato de termos adotado medidas como estas” (leia aqui)

A ver.