Roberto Morales: As graves consequências sociais da Copa do Mundo

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Leia da Copa é inconstitucional

Roberto Morales, organizador da plenária dos movimentos sociais, destaca que os contratos assinados entre o governo brasileiro e a FIFA limitarão o trabalho informal em torno dos estádios, pois os vendedores ambulantes serão proibidos de comercializar produtos num raio de dois quilômetros dos estádios.

“A população tem uma ilusão de que vai lucrar com os eventos da Copa, mas na verdade será brutalmente reprimida. A Copa será um grande negócio para os empresários do esporte e para os representantes de bebida e comida”, lamenta.

Morales desenvolve um levantamento para precisar quantas famílias serão removidas e estima que mais de 3 mil pessoas apenas no Rio de Janeiro estão sob ameaça. “Somente na comunidade que vive na Vila Autódromo, na Barra da Tijuca, mais de 350 famílias estão sob ameaça de remoção”, informa.

Segundo ele, ainda não existe um planejamento para a realocação das famílias que serão removidas do local. “O único planejamento que o governo faz é com base nos recursos que irão entrar a partir da construção dessas obras. (…) Inclusive o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, que no Rio de Janeiro já é conhecido como ‘Minha Casa, Minha Remoção’, é uma feira para tentar iludir os moradores com uma residência à qual dificilmente eles terão acesso. Talvez 5% das famílias sejam beneficiadas com essas moradias”, enfatiza em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line. Leia em http://bit.ly/AcrD0A

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Leia da Copa: consequencias

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GASTOS COM COPA AUMENTAM AINDA MAIS. Levantamento atualizado do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras da Copa de 2014 aponta que o custo global do evento subiu R$ 1,7 bilhão, em relação ao último balanço produzido em setembro, passando de R$ 23,35 bilhões para R$ 25,09 bilhões. O valor inclui obras em estádios, aeroportos, portos, além de investimentos em mobilidade urbana, como ônibus e metrôs, apontou matéria do jornal ‘O Globo’.

O TCU reforçou grave preocupação que já havia sido identificada no relatório anterior: quatro estádios milionários – Natal, Manaus, Cuiabá e Brasília – correm o risco de se transformarem em “elefantes brancos”, após o término do evento esportivo.

O estado do Rio deve bancar R$ 483, 5 milhões, contra uma previsão anterior de R$ 200 milhões. Já o custo para a prefeitura do Rio subiu de R$ 420 milhões para R$ 704 milhões.

Matéria n’O Globo (29/2), acesse em http://glo.bo/zsAZYy

O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar (RJ), falou sobre o tema e colocou a posição dos movimentos sociais contra o ‘Estado de exceção’ que quer ser criado a partir da mentalidade neocolonialista da FIFA:

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BOLA MURCHA. Idec e Comitês Populares da Copa convidam a sociedade a participar da campanha “Fifa, abaixa a bola”, que pressiona os deputados, através de milhares de mensagens pela internet, pela não aprovação do PL.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) organizam um tuitaço na próxima segunda-feira (27/02) contra os abusos a direitos trazidos pelo Projeto de Lei Geral da Copa (PL 2330/11). O mote da campanha é #Fifabaixabola.

Na iminência da visita do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que pressiona pela aprovação do substitutivo da Lei Geral da Copa (PL 2.330/11), as organizações contam com a força da mobilização popular para que sejam revistos os pontos críticos do PL, que trarão sérios prejuízos à sociedade durante a realização da Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil.

O Projeto prevê restrição de direitos sociais, especialmente dos consumidores, estudantes e idosos, afronta o Código de Defesa do Consumidor, desrespeita garantias asseguradas pela Constituição, e dá amplos e irrestritos poderes à Fifa, que passa a ficar isenta de obrigações e responsabilidades.

Saiba mais em http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/fifa-abaixa-a-bola

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