RJ: Advogado de PMs acusados de matar jovem tenta intimidar familiar de vítima

Da Comissão de Comunicação da Rede contra a Violência

Na última segunda-feira, 26 de setembro, seria realizada mais uma audiência do caso Maxwill de Souza dos Santos, morto pelos policiais militares Sérgio Fernandes de Moraes, Marcelo Sales de Oliveira, Rosemberg Ferreira de Miranda, Robert Nogueira Almeida, Maxwell Martins e Silva, Waltencir Machado Baptista, Vanilson Castella Júnior e Fábio Costa da Silva, todos do 16º Batalhão de Policia Militar. Entretanto, a audiência foi adiada mais uma vez, desta vez para o dia 9 de abril de 2012!

Importante lembrar que o caso já caminhava para a fase do Juri, já que (apenas) três policiais haviam sido pronunciados. Mas, por decisão dos desembargadores, o processo teve que retroceder à fase de audiência, pois em uma delas não teria ocorrido a gravação dos depoimentos.

Entre indas e vindas, uma nova audiência foi marcada para ontem, 26/09. Mas, infelizmente, ocorreram dois fatos dignos de repúdio. Em primeiro lugar, a audiência foi novamente desmarcada, desta vez para abril de 2012. A alegação dada aos familiares da vítima foi a de que a juíza substituta (já que a titular está de férias) está acumulando outra Vara Criminal, o que tornaria impossível qualquer atividade neste dia. Mas, como também nos foi informado, já que a juíza titular retornará no próximo mês, por que adiar para uma data tão distante a próxima audiência de um caso que estava caminhando num ritmo considerado razoável?

Em segundo lugar, o fato mais lamentável: após saber da decisão de adiamento da audiência, a irmã da vítima, que também é assistente de acusação, foi chamada pela oficial de justiça para assinar a presença. Enquanto estava assinando, dois réus (policiais militares) e o seu advogado Luiz Felipe Alves e Silva estavam próximo e rindo muito, num tom provocativo.

Em um determinado momento, o referido advogado voltou-se para os seus clientes e lhes disse para não ficarem preocupados com o desenrolar do processo, pois “o mês de abril muito longe e até lá muita gente pode morrer”, numa clara tentativa de intimidar a irmã da vítima. Além disso, afirmou que quando chegar a época da próxima da audiência ainda será possível adiar mais algumas vezes.

A família de Maxwill e a Rede contra Violência não admitem uma atitude como essas e repudia qualquer forma de intimidação dos familiares, que tanto já sofreram com a perda irreparável de um ente querido pelas mãos de agentes do Estado!

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