Revista Veja e a democracia sem povo

Interessante postagem de Mino Carta em seu blog:

Medito sobre a pesquisa realizada por Alberto Carlos Almeida para demonstrar que a elite nativa é “o farol” da nossa modernidade. Em compensação, o povo brasileiro não tem, ao contrário do que sustentam os esquerdistas do País, “valores imaculados”, “sabedoria e senso de justiça natural”. Cito a revista Veja, que, na capa da edição desta semana, já avisa: “Um livro mostra que a elite é o lado bom do Brasil”.

Entendi, o povo é o culpado pela situação em que o país se encontra, vítima de desequilíbrios sociais vertiginosos, e insuportáveis para um país que pretende ser democrático. E capitalista. O povo é responsável pela Idade Média em que vivemos. Ah, se não tivéssemos de padecer a companhia deste povo, que formidável país teríamos. Feliz, respeitado, poderoso. Teríamos acesso à beatitude da democracia sem povo. Nada disso, somos obrigados a carregar este fardo imponente.

De quem a culpa pela colonização predadora? Do esboço de povo que não a impediu. De quem a culpa pela escravidão? Do povo, que se deixou escravizar. De quem a culpa pelos desmandos do poder? Do povo, que não sabe votar. Não gosto de fazer propaganda do concorrente, mas a Veja desta semana é pura diversão.

Um leitor completa:

E como não poderia deixar de ser, a conclusão da matéria, em seus quadros comparativos de destaque, apontam que os negros e mestiços deste país são os ladrões, pouco confiáveis, de índole duvidosa e de comportamento facilmente recrimináveis. A revista Veja está cada vez mais racista!

Outro leitor, para finalizar, lembra o vídeo Ovos em Ipanema, que nem merece comentários. (Por GB)

Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.

Seções: Opinião.

“mas a Veja desta semana é pura diversão.” Tendo como base o teor desta matéria como parametro para algo “divertido”, creio que a revista veja deva deixar qualquer humorista retraido, se sentindo pequenininho, sem qualquer talento diannte de tamanha “diversão” que esta revista traz em suas edições. Uma mais “divertida” que a outra. O triste disto tudo é que tem gente que realmente acha graça.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *