Profissionais das escolas municipais fazem vigília na Câmara de Vereadores do Rio

escolasCentenas de profissionais de educação das escolas municipais do Rio realizam hoje uma vigília em frente à Câmara de Vereadores, desde às 14h. Os professores e funcionários querem que a proposta de plano de carreira do prefeito Eduardo Paes seja retirada da pauta de votação. dezenas de outros profissionais, incluindo a direção do Sepe, encontram-se, neste momento, dentro da Câmara, nas galerias, onde aguardam a presença do líder do governo, vereador Guaraná. Durante todo o dia, o Sepe e profissionais visitaram os gabinetes para sensibilizar os parlamentares a não votarem no plano. A sessão não foi realizada hoje.

A vigília continua até pelo menos quinta-feira, sempre a partir das 14h. Na sexta, será realizada assembleia, às 10h, em local a confirmar. Acréscimo: ao final da vigília, o vereador Luiz Antônio Guaraná, líder do governo, se comprometeu em receber o Sepe hoje, às 15h, para discutir a tramitação do PL 442 (PCCR). (Fonte: SEPE)

As escolas públicas do ensino infantil, fundamental, médio e técnico estão em greve. Esta greve se insere no marco das manifestações que ocorrem em todo o país contra o desmonte e privatização da educação. É parte das manifestações e greves que sacodem todo o território nacional desde junho. Dilma e seu governo, apesar das manifestações, da queda de popularidade continua atacar os direitos, privatizar à educação e a saúde dos trabalhadores e da população.

Além disso, privatiza rodovias, portos, aeroportos e as jazidas de gás e petróleo da camada de pré-sal. No Rio, o PMDB de Cabral e Eduardo Paes, base de sustentação política de Dilma, segue sua política de desvios de verbas públicas, corrupção, ataques aos direitos, desmonte dos serviços públicos e sua privatização. Este é motivo das greves nas escolas estaduais e técnicas. Também reagem aos ataques os trabalhadores das escolas municipais.

A greve nas escolas estaduais e do município do Rio iniciaram no dia 08 de agosto. Com 32 dias de greve a assembleia dos educadores municipais ocorrida no dia 10 de setembro, suspendeu o movimento grevista como forma de voto de confiança nas promessas de Paes. Mais uma vez o prefeito repetiu o que já é sua prática nos últimos cinco anos de gestão: atacou a categoria.

Sua mensagem a Câmara apelidada de Plano de Carreiras não passava de uma proposta de aumento de carga horária. No dia 20 o movimento grevista foi retomado pelos professores e funcionários sabendo que não dá para confiar no prefeito. No dia 14 de agosto, também lutando contra o desmonte e por um Plano de Carreiras os educadores das escolas técnicas iniciaram sua greve. Com muita disposição de luta, mais de 10 mil grevistas, conseguiram realizar uma passeata de toda a educação pública em greve no dia 20.

A passeata unificada percorreu as ruas do centro passando pelas agências bancárias fechadas pela greve dos trabalhadores bancários. Mesmo sem uma unificação formal entre os grevistas da educação e dos bancos as ruas do centro da cidade maravilhosa foram sacudidas pela força da greve daqueles que não suportam mais a precarização, a privatização, os baixos salários, as terríveis condições de trabalho e a redução de direitos. Porém os banqueiros, Cabral e Paes não perdem por esperar. Mesmo que as direções dos sindicatos se recusem a unificar as lutas, cada vez mais atos e passeatas unificarão na marra as mobilizações e greves dos trabalhadores.

Ainda não entraram em cena os trabalhadores petroleiros, mas um dia antes desta manifestação na Av. Rio Branco, estes trabalhadores realizaram um ato em frente ao Consulado Estadunidense contra a espionagem e a entrega de nossas riquezas minerais. Desta forma fica claro que é uma necessidade das lutas a sua unificação e se esta não está ocorrendo em um mesmo ato, pelo menos ocorre na prática. A semana que terminou na sexta feira, 20 de setembro, foi mais uma de manifestações, atos, paralisações e greves em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: CSP-Conlutas Rio de Janeiro