Povo indígena Tuxá em luta pelo território, em Buritizeiros/MG: “A terra é mãe!”. 09/10/2018.

Povo indígena Tuxá em luta pelo território, em Buritizeiros/MG: “A terra é mãe!”. 09/10/2018.

Há três anos, parte da Comunidade Indígena Tuxá, na aldeia Tuxá Setor Bragagá, se encontra em uma Retomada (Ocupação) na fazenda Santo Antônio, no distrito da Cachoeira da Manteiga, município de Buritizeiro/MG, próximo à confluência do rio Paracatu com o rio São Francisco. Os indígenas Tuxá estão há 65 anos na região de Pirapora. Foram trazidos de localidades atingidas pela barragem de Itaparica, no Rio São Francisco, em Rodelas, na Bahia, para Minas Gerais pela liderança Tuxá Mestre Roque, Os Tuxá reivindicam a fazenda Santo Antônio, de propriedade do Estado de Minas Gerais, bem como o acesso às políticas públicas a que têm direito. Eles querem produzir nessa terra, plantar e colher para sobreviver, manter as suas tradições culturais, sua história. Em uma Nota Oficial da comunidade datada de 23 de novembro de 2015, os Tuxá denunciam o clima de tensão provocado por latifundiários da região que, ao longo dos anos, vêm explorando a terra em retomada, dela fazendo uso indevido para criação de gado, matança de animais silvestres, desmatamento, sendo percebido ali vestígios de atividade madeireira e de carvoaria, entre outras formas de devastação ambiental. Nesse vídeo, o depoimento da Cacica Anália Tuxá, que participou de Reunião com representantes do Governo de Minas Gerais, juntamente com outras lideranças dos Povos Indígenas em Minas Gerais e agente de pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, no dia 09/10/2018. Na pauta da Mesa, a luta dos povos indígenas em Minas Gerais por direitos e pela posse das terras em retomada, terras antes ociosas, sem cumprir qualquer função social e que, para os Povos Indígenas, são fundamentais para sua sobrevivência e sua (re)existência.

Reprodução do Youtube: Cacica Anália, do Povo Tuxá, de Buritizeiro, MG, em Conferência Indigenista.

*Filmagem de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Belo Horizonte/MG, 09/10/2018.

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