Pela vida. Pelo Brasil

Como se faz um país? Diante da atual situação, a que tem conduzido o golpe de 2016, a resposta parece estar do lado do que apontam os movimentos pela recuperação da educação pública.

Educação entendida como visão própria do mundo, possibilidade de decidir o que escolher, isto é: liberdade e justiça.

O quadro que conduziu à quebra da ordem institucional em 2016, pôs em evidência a profunda crise das instituições e organizações: o sistema brasileiro está dominado pelos setores apegados ao dinheiro e ao que o dinheiro pode comprar.

Mídia, judiciário, boa parte da polícia, parlamento, alinhados com um projeto de domesticação da população que começa a ser contestado pela juventude, os docentes, as universidades e escolas.

O setor pensante do Brasil não quer a destruição do Brasil. Tão simples quanto isto. Entretanto, sabemos que há uma distância entre perceber o caminho a seguir, e começar a andar.

O começo é o mais difícil, isto também sabemos. Mas uma vez começado o movimento para a restituição do Brasil ao sistema democrático, a marcha não irá se deter até alcançar este objetivo. Está em jogo a vida humana, um bem inegociável.

Não se trata de opções ideológicas, como perversamente tentam nos convencer. Não é um jogo de esquerda contra direita. É vida ou morte.

Quando um presidente como Lula está preso sem ter cometido crime, está claro que a justiça está do lado da quebra da ordem institucional.

Sem justiça, a vida não vale nada. Recuperar o judiciário, recuperar a possibilidade de viver sem ser perseguido.

Manter a consciência de que além dos grupos atualmente no poder, existe uma cidadania que começou a sair da imbecilização e da manipulação semeada pela mídia venal.

Esta marcha não pode se deter. Manter a clareza de que apenas em fidelidade aos valores superiores da solidariedade, o amor ao próximo, o respeito à diversidade, a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, poderemos evitar o projeto de destruição do Brasil atualmente em curso.

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