Paralisação dos trabalhadores dos Correios se estende por vinte estados

A greve nos Correios continua. Estão parados trabalhadores da base de 27 sindicatos. Os sindicatos ligados à FNCT (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios) estão em greve desde o dia 12 de setembro.

Agora, são vinte estados em greve: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo (Campinas, São José do Rio Preto, Santos e Vale do Paraíba), Sergipe e Tocantins.

Na última terça-feira foi realizada no Tribunal Superior de Justiça (TST), a primeira audiência de tentativa de conciliação entre a ECT e a FENTECT. Com mais de duas horas de audiência, e sem avanços, o ministro Barros Levenhagen remeteu o dissídio à Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST para que se faça um sorteio para escolha de um novo ministro para julgamento, como também uma nova data.

Apesar da disposição de luta dos trabalhadores dos Correios, os Sindicatos ligados à Findect (Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) do Rio de Janeiro, São Paulo (Capital e Bauru), Tocantins e Rondônia, romperam com a unidade e decidiram acabar com o movimento grevista, em assembleias realizadas nesta sexta-feira (13). A proposta acordada entre a empresa e a Findect foi de reajuste salarial de 8% e manutenção do acordo vigente.

Contudo, em nota, a FNTC destaca que é possível avançar e conquistar um melhor reajuste. Sobre o plano de saúde, a entidade informa que a categoria deve ficar alerta para as armadilhas que esse acordo pode apresentar. A categoria quer a manutenção do Correio Saúde e é contra a criação do Postal Saúde que representa a terceirização do serviço. De acordo com a FNTC na mesa de negociação, representantes do governo informam que o Postal Saúde é uma realidade, que será aplicado a partir de 1° de dezembro.

Por isso, a FNTC defendeu a rejeição da proposta e encaminhou a continuidade da greve por tempo indeterminado.

Fonte: CSP-Conlutas