O valor de uma vida no trânsito

Por Paula Batista, da redação Consciência.Net

Quanto custa uma vítima de trânsito? Dificilmente alguém pára e faz essa pergunta, até mesmo as pessoas envolvidas em um acidente não sabem quanto custa aos cofres públicos as ocorrências nas estradas. A primeira coisa que um envolvido em um acidente de trânsito – quando todos saem ilesos -, que saber, é quanto custará ao bolso o conserto dos veículos. Os custos dos acidentes de trânsito nas rodovias do país, apesar de altos, não são superiores ao valor de uma vida.

Recentemente fui envolvida em um acidente de trânsito. Envolvida porque um motociclista decidiu furar o sinal vermelho bater no meu carro, voar e cair no capô de um veículo na terceira pista. Cena de cinema, às 17h20. Não quis nem avaliar os custos da frente do meu carro, até o momento.

Mas a curiosidade é maior, e a pergunta: “Quanto custa um acidente de trânsito?”, foi respondida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Agência Nacional dos Transportes Públicos, que divulgaram o resultado de uma pesquisa em dezembro de 2006, realizada com base nos anos de 2004/2005.

O caso é um problema de saúde pública. Segundo a pesquisa o custo médio da imprudência é de R$ 1.040 ,00 para as pessoas que saem ilesas. O nosso caso. Uma vítima ferida – no caso, o motociclista – representa um custo de R$ 36.305,00. Uma vítima fatal resulta em R$ 270.165,00.

A pesquisa foi desenvolvida com base em questões como: cuidados com a saúde, pré-hospitalar, hospitalar e pós-hospitalar, remoção, translado; pessoas incluem custos de perda de produção; danos materiais ao veículo, perda da carga; atendimento da polícia rodoviária e danos à propriedade pública e privada.

No estudo foi levantado que os atropelamentos ocupam o segundo lugar no ranking de mortalidade por acidente, sendo que, a cada 34 atropelamentos, 10 vítimas morrem.

São aproximadamente quatro mil atropelamentos por ano, resultando em um a cada duas horas. Os líderes dos acidentes são Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraná, com 54% das mortes de pedestres. Doze rodovias federais geram 75,3% das ocorrências envolvendo pedestres, entre as primeiras estão a BR-116, BR-101 e BR-040, que respondem por 50% dos registros de mortes.

Outro ponto destacado pela pesquisa é que a maioria dos acidentes, que envolvem pedestres, ocorre à noite, entre 18h e 20h e a principal causa, nas rodovias federais, são as travessias dos pedestres. As motocicletas também são um “pesadelo” para as rodovias, representam 10,8% de todos os acidentes registrados e resultando 15,2% de todas as mortes.

O estudo completo do Ipea pode ser conferido no sítio da entidade: www.ipea.gov.br e a intenção é que esses indicativos sirvam para a formulação de políticas públicas e programas que auxiliem para a redução do número e a gravidade dos acidentes de trânsito.

É triste saber destas estatíticas.
Precisamos disseminar a consciência de uma direção tranquila e segura.

A proporção de acidentes de moto é realmente muito alta, talvez pela quase ausência de recursos que protejam de maneira definitiva o motociclista.

Felicidades e paz no trânsito a todos.

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