O retrocesso anda a passos largos no que diz respeito à questão indígena no Brasil

1. Um sócio-fundador do Instituto Socioambiental (ISA) e ex-presidente da Funai afirma que “o padrão de relação atual [do governo federal] se assemelha ao da ditadura” no que diz respeito à imposição de grandes projetos de energia em terras indígenas, como é o caso das hidrelétricas de Belo Monte e Altamira. (http://bit.ly/1fQmak0)

2. A Funai ficou quase dois anos sem um presidente formal e sua verba e seu quadro de funcionários vem sendo reduzidos pelo governo.

3. O governo Dilma possui o recorde negativo de terras indígenas demarcadas desde a redemocratização.

4. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) entregou ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, uma carta endereçada à presidente Dilma, na qual exige o cumprimento dos compromissos de campanha. (http://bit.ly/1fQmnDL)

5. Sem apoio do governo federal e com o tema “enfraquecido”, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 pode transferir para o Congresso Nacional a responsabilidade de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das áreas já homologadas, o que seria um desastre completo diante do forte lobby do agronegócio em Brasília.

6. Em 13 anos, 9.663 crianças morreram nas aldeias brasileiras antes de completar um ano. O pico foi em 2013, últimos dados disponíveis, o que demonstra que a situação piorou. (http://bit.ly/1fQna7u) O Mais Médicos, sozinho, não vai dar conta.

Consequência imediata: mais e mais “conflitos” por terra, com lideranças indígenas sendo cada vez mais perseguidas e mortas. (http://bit.ly/1fQlT0l)

Antes que alguém venha “partidarizar” o debate — o que está se tornando uma praga no Brasil –, não é só Marcio Santilli quem diz isso: são todas as organizações indigenistas (incluindo o Cimi), todos os interlocutores da causa vinculados aos ambientalistas e todas as lideranças indígenas.

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