No Dia da Independência, excluídos do DF denunciam Brasil colônia

Manifestantes vão à Esplanada dos Ministérios para reivindicar participação no destino do país

No 7 de setembro, dia em que se comemora a independência do Brasil, cerca de 3 mil pessoas de movimentos sociais, pastorais e comunidades participam em Brasília do 13º Grito dos Excluídos, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 8h30. O ato acontece paralelamente ao desfile cívico militar.

Com o lema “Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação”, o Grito dos Excluídos deste ano denuncia que a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, realizada em processo fraudulento durante o governo FHC, em 1997, representou um atentado à soberania nacional, e reivindica a retomada da mineradora. “A venda da Vale foi uma fraude histórica que não pode ficar impune. A Vale é do povo, e só a mobilização popular é que pode garantir que a Justiça reverta essa privatização ilegítima. Nosso grito é pela autonomia do nosso país, por sua independência real”, afirma Marina dos Santos, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Brasília.

Em consonância com o protesto contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce, o Grito dos Excluídos realiza desde o dia primeiro de setembro um plebiscito sobre a nulidade do leilão da empresa. No Distrito Federal, existem 150 urnas localizadas no plano piloto e cidades-satélites. O plebiscito também faz uma consulta sobre outros três temas: Reforma da Previdência, pagamento dos juros da dívida e o preço abusivo da energia elétrica – temas também relacionados à questão da soberania. Uma quinta pergunta foi incluída em algumas comunidades. Em Planaltina de Goiás, por exemplo, a população também está opinando sobre o monopólio do transporte coletivo na região.

Pré-grito no DF

Desde o início do ano, várias atividades de formação aconteceram nas comunidades a fim de informar as pessoas sobre as quatro questões do plebiscito. Além disso, no último fim de semana, ocorreram manifestações nas cidades-satélites, como preparação para o Grito do dia 7. Em Santa Maria, Varjão, Planaltina, Ceilândia e Recanto das Emas, os moradores discutiram os problemas específicos das comunidades, o tema nacional do Grito deste ano e recolheram votos para o plebiscito. Apresentações culturais como teatro, capoeira e escola de samba animaram os moradores.

Com as atividades prévias e a articulação nacional em torno do plebiscito, o Grito espera que o número de participantes supere o de 2006, quando mais de um milhão de excluídos e excluídas foram às ruas do país para questionar o significado de nossa independência. As manifestações estão previstas para acontecer em mais de mil cidades no Brasil e o maior ato deve acontecer no município de Aparecida, em São Paulo, onde se reuniram 100 mil pessoas no ano passado.

Participam do Grito dos/as Excluídos/as do DF e entorno o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento Passe-Livre (MPL), Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), Movimento Estudantil, Pastoral da Juventude do Brasil (PJB), Cáritas, Intervozes, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas e Intersindical.

A Campanha “A Vale é nossa” produziu um documentário sobre o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que está dividido em três partes e disponível na internet nos seguintes endereços:

Mais informações sobre a campanha no site www.avaleenossa.com.br

Informações à imprensa:
Sílvia: (61) 8114-0434
Maria: (61) 8464- 6176

Movimento dos Atingidos por Barragens
Setor de Comunicação
Telefax: (61) 3386-1938
www.mabnacional.org.br

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