Neto de militante da CSP-Conlutas é assassinado pela PM do RJ

violênciaMais uma barbárie cometida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

Distinto do clima de euforia e otimismo que a imprensa tenta retratar, o ano de 2014 não começou nada bem.

Na madrugada da segunda, dia 30/12, a PM do Rio foi responsável por mais uma morte absurda.

João Pedro, um estudante de 23 anos, foi baleado e morto pela PM.

No dia 1° de janeiro, João foi enterrado em meio a uma comoção dos familiares e amigos. A CSP-Conlutas se solidariza com a dor dos familiares e compartilha o sentimento de revolta por assistir mais uma brutalidade que interrompe a vida dos nossos jovens.

João é neto de José Onildo Menezes, bancário aposentado do Banco do Brasil e militante da área de saúde psiquiátrica que presta atendimento voluntário da sede da CSP-Conlutas RJ.

Além de João, mais três estudantes que estavam no carro ficaram feridos após perseguição da PM que começou na Linha Amarela e terminou na Avenida Dom Helder Câmara, na altura de Pilares. Foram disparados 50 tiros contra o carro dos meninos.

A versão dos PM’s é que eles furaram uma blitz e que, ao serem perseguidos, teriam atirado contra o carro da polícia. Para a PM, isso “justificaria” a morte de João. Detalhe: nenhuma arma foi encontrada no carro. O carro não era roubado. Nenhum dos meninos possui qualquer histórico policial.

João foi mais uma vitima da política de segurança do Rio. Se há “suspeitos” não se apura, ATIRA-SE! Os policiais, com o seu despreparo e a lógica de violência na qual são moldados, tratam a vida da população, como algo descartável. Regra geral, as vítimas são jovens pobres e negros. Desta vez, foram jovens de classe média. Porém um detalhe: o rapaz que dirigia o carro era negro.

E o pior: quando a PM comete um erro (gerando a morte de mais um inocente), utiliza-se de todas as formas para tentar criminalizar a vítima. A primeira tentativa foi o de argumentar que houve “troca de tiros”. E, logo depois, afirmou haver drogas no carro.

Esta mesma tentativa ocorreu no caso Amarildo. Depois do desaparecimento do corpo, a PM afirmou que Amarildo era “colaborador” do tráfico.

Sabemos muito bem da prática da PM em “plantar” provas para tentar justificar o injustificável. O mesmo está acontecendo no caso João.

Não podemos confiar que o inquérito policial, que apurara a morte de João, transcorrera de forma isenta. Por isto, é fundamental que nos incorporarmos na pressão e divulgação, para que a verdade dos fatos apareça e se imponha.

Cada tragédia que vivemos, como a de João, precisa nos trazer mais forças para seguir lutando contra esta PM corrupta e assassina!

Toda nossa solidariedade à família de João e, particularmente, ao nosso querido companheiro militante da CSP-Conlutas, Onildo!

MNOB – Movimento Nacional de Oposição Bancária

Fonte: CSP-Conlutas