Mulheres negras contra a cultura do estupro e em defesa da paz e da justiça

mulheres-negras-la-indigenasPor Marcos Aurélio Ruy

A marcha das mulheres nesta segunda-feira (25) – Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha – levou para as ruas da cidade de São Paulo, cerca de 5 mil pessoas para protestar contra o golpe machista e racista e em defesa da democracia.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) esteve representada pela secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP, Gicélia Bitencourt, que atacou as políticas propaladas pelo governo golpista que visa acabar com os direitos trabalhistas.

“Não vamos aceitar a retirada de nenhum direito”, disse. “As mulheres negras são as mais discriminadas pelo mercado de trabalho. São as últimas a conseguirem um emprego e as primeiras a serem demitidas, por isso estaremos nas ruas o tempo que for necessário para defender nossas conquistas”.

Enquanto a marcha saia da Praça Roosevelt e caminhava para o Largo do Paissandú, as pessoas paravam para olhar as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas cantando e dançando a alegria de serem mulheres “belas, nada recatadas e muito menos do lar”.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, Denise Motta Dau defendeu a utilização permanente dos espaços públicos como forma de aglutinar forças para defender a democracia e combater a violência contra as mulheres.

“As mulheres negras estão gritando nas ruas que basta de violência. E esse grito ecoa em todos os cantos, porque não se tolera mais tanta mulher agredida, espancada e morta pelo simples fato de serem mulheres”.

Bitencourt complementa ao afirmar que as mulheres da periferia não aceitam mais também o assassinato de seus filhos e filhas. “Nós lutamos por um país onde possamos viver o nosso sonho de igualdade e justiça com respeito às nossas vontades e à diversidade”, reforçou.

Os gritos de “Fora Temer” e o canto por justiça chamava a atenção dos transeuntes. Maria das Neves, coordenadora a União Brasileira de Mulheres em São Paulo, disse que “hoje mostramos mais uma vez que não aceitamos mais o papel de meras coadjuvantes, somos protagonistas e iremos até o fim por nossos direitos”.

“Nenhuma mulher merece ser maltratada. “A nossa luta é contra a cultura do estupro, as discriminações, mas principalmente pelo bem viver em paz e em segurança”, finalizou Bitencourt.

Fonte: CTB
http://portalctb.org.br/site/a-ctb-nacional-brasil/secretarias-da-ctb-nacional/igualdade-racial/29863-mulheres-negras-marcham-contra-a-cultura-do-estupro-e-em-defesa-da-paz-e-da-justica

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