Mino Carta tem novo ídolo: Gilmar Mendes!

Recordar é viver: eis como
a CartaCapital via Gilmar
Mendes em out/2008

Mino Carta perdeu de vez a compostura.

Percebendo o iminente fracasso da conspiração midiática que a Carta Capital encabeçou para forçar a extradição de Cesare Battisti, a serviço (há quem insinue que seja a soldo…) dos interesses italianos, Mino arrancou a máscara, desandando a paparicar Gilmar Mendes.

Por incrível que pareça, é isto mesmo: o vilão da Operação Satiagraha virou herói do Caso Battisti!

Eis que a CartaCapital publicou um texto assinado pelo próprio Mino, O STF não é um clube recreativo, elogiando desmedidamente Gilmar Mendes e fazendo uma repulsiva autocrítica de suas diatribes anteriores contra o reacionaríssimo presidente do Supremo Tribunal Federal.

Leiam e pasmem:

CartaCapital já foi muito crítica em relação a certos comportamentos do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Desta vez, louva-lhe a atuação no julgamento do Caso Battisti…

“…o presidente do STF mostrou-se à altura do cargo…

“Um ponto crucial do seu depoimento está na seguinte afirmação…”

E por aí vai, tão louvaminhas que beira a pieguice.

Até uma foto sorridente do bruto o Mino conseguiu encontrar, para exibir no índice da edição, no qual se anuncia que “Gilmar Mendes põe os pingos nos is sobre o caso Cesare Battisti”.

Enfim, Mino rasga seda para Gilmar Mendes na matéria inteira, ajudando-o a fazer lobby no sentido de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ceda aos ultimatos italianos e atacando covardemente a escritora Fred Vargas, com fuxicos de comadre e ironias pedantes (como quando a qualifica de “Ninfa Egéria da campanha pró-Battisti”).

De quebra, dá uma força para o presidente do Supremo em mais uma ridícula tentativa de amedrontar Lula, erguendo novo espantalho (“Mendes introduz, porém, uma insinuação: se o ato final do presidente da República contrariar o tratado, ou for ilegal, a Itália poderá ingressar com nova ação no STF”).

Como qualificar a nova postura de Mino Carta? Creio que ele próprio já disse tudo, há pouco mais de um ano:

“…qual seria a razão pela qual figuras como Gilmar Mendes, ou como Daniel Dantas, contam com o pronto amparo da mídia nativa. Arrisco-me a um palpite: antes de qualquer outro interesse eventualmente em jogo, trata-se talvez de exercer a proteção corporativa, pontual e inexorável entre aqueles que, de uma forma ou de outra, participam dos mesmos privilégios e os mantêm com a ferocidade necessária. Os donos do poder, dispostos a vender a alma para deixar as coisas como estão”.

A julgar pela guinada que Mino deu, Mefistófeles deve ser muito persuasivo.

Sou assinante da revista “Carta Capital”. Diante das posiçõs do seu dono no caso Batisti, desisti de renovar a sssinatura. O termo que uso para o Sr. Mino Carta é um muito antigo, mas ainda em voga para esse cidadão. É um Quinta-Coluna, isto é, aquele que age em favor de uma potência estrangeira, em detrimento do pais que o abrigou e lhe deu cidadania. A sua revista terá o mesmo destino daquela porcaria que é a “Veja”, que já foi sua.

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