Ministério do Planeamento adia reunião e professores prometem intensificar ações

As manifestações dos professores federais em greve devem se intensificar nos próximos dias, em razão do adiamento da reunião, marcada para esta segunda-feira, entre representantes do Ministério do Planejamento (MP) e do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). “O MP simplesmente desmarcou a reunião sem nos dar nenhuma justificativa ou previsão. Isso nos motiva ainda mais a intensificar nossas ações”, afirma Aluísio Porto, da comissão de comunicação do Comando Nacional de Greve do Andes.
Mesmo com o adiamento do encontro, as atividades de mobilização foram mantidas para esta segunda-feira. Pela manhã, os docentes realizaram uma manifestação em frente ao MP e ao Ministério da Educação. Em comunicado, o Comando Nacional de Greve aponta que as ações de hoje deveriam denunciar “a falta de compromisso do governo com a negociação e o desrespeito com a categoria em greve”. Ainda segundo o comunicado, a expectativa é “intensificar a greve e as ações de mobilização”.

O MP, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Relações do Trabalho, informa que a reunião foi adiada para uma melhor avaliação das reivindicações dos professores, e que será remarcada em breve. O ministério reafirmou a precipitação por parte das entidades que representam os docentes em deflagrar a greve em meio à negociação que vinha sendo feita, e diz que o novo encontro será parte de um processo de renegociação, com vistas a resolver o caso.

Entenda o caso

Em greve desde o dia 17 de maio, os professores das universidades federais reivindicam a reestruturação da carreira e reclamam de condições precárias de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas instituições. “Hoje, para chegar ao teto da carreira, o professor levaria quase 30 anos”, declara Porto.
De acordo com o dirigente sindical, foram feitas mais de 10 reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão dos planos de carreira, mas não houve avanço na negociação. “Eles estão conversando conosco. Mas está tudo muito lento”, diz.

O Ministério da Educação (MEC) informou por meio de nota que “reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campi universitários federais”. O governo ressalta que o aumento de 4% negociado no ano passado com os sindicatos já está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com as entidades.

“Com relação ao plano de carreira, a negociação prevê sua aplicação em 2013. Os recursos devem ser definidos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até agosto deste ano, o que significa que temos tempo. As negociações entre o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas”, explicou o MEC.

Confira as universidades que já aderiram à greve:

1. Universidade Federal do Amazonas
2. Universidade Federal de Roraima
3. Universidade Federal Rural do Amazonas
4. Universidade Federal do Pará
5. Universidade Federal do Oeste do Pará
6. Universidade Federal do Amapá
7. Universidade Federal do Maranhão
8. Universidade Federal do Piauí
9. Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró)
10. Universidade Federal da Paraíba
11. Universidade Federal de Campina Grande
12. Universidade Federal Rural de Pernambuco
13. Universidade Federal de Alagoas
14. Universidade Federal de Sergipe
15. Universidade Federal do Triângulo Mineiro
16. Universidade Federal de Uberlândia
17. Universidade Federal de Viçosa
18. Universidade Federal de Lavras
19. Universidade Federal de Ouro Preto
20. Universidade Federal de São João Del Rey
21. Universidade Federal do Espírito Santo
22. Universidade Federal do Paraná
23. Universidade Federal do Rio Grande
24. Universidade Federal do Mato Grosso
25. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
26. Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha Mucuri
27. Universidade Tecnológica Federal do Paraná
28. Instituto Federal do Piauí
29. Centro Federal de Educação Tecnológica de MG
30. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
31. Universidade do Vale do São Francisco (Juazeiro)
32. Universidade Federal de Goiás (Catalão)
33. Universidade Federal de Pernambuco
34. Universidade Federal do Acre
35. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
36. Universidade Federal do Rondônia
37. Universidade de Brasília
38. Universidade Federal de Juiz de Fora
39. Universidade Federal do Pampa
40. Universidade Federal Fluminense
41. Universidade Federal de Alfenas
42. Universidade Federal de São Paulo
43. Universidade Federal do Rio de Janeiro
44. Instituto Federal do Sudeste de Minas
45. Universidade Federal de Santa Maria
46. Universidade Federal da Grande Dourados
47. Universidade Federal de Tocantins

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