Militarismo Rosa

Indicado para uma cadeira no Superior Tribunal Militar, o general Raymundo Cerqueira disse ontem que as Forças Armadas não devem aceitar a presença de gays
 
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT repudia veementemente o discurso do general que sugere aos gays procurarem outro ramo de atividade que não seja a militar. Segundo a presidente da Organização, Gilza Rodrigues a declaração é estapafúrdia e revela o quão conservador o Exército brasileiro ainda o é:

 
– É um disparate completo! O Governo Federal tem uma política pró-LGBT, através do Programa Brasil sem Homofobia. O presidente Lula já deu declarações de que o país caminha para o pluralismo sexual e de ideias. Lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais podem e devem atuar em quaisquer atividades profissionais, inclusive a militar. Fico surpresa e indignada ao ouvir declarações como esta de um representante do alto escalão das Forças Armadas com indicação para ocupar uma cadeira no Superior Tribunal Militar. É preocupante! – lamentou Gilza Rodrigues.

sougayesirvo

 

Histórico de preconceito
No ano de 2008, o ex-sargento Laci de Araújo concedeu uma entrevista à Revista Época, onde assumia sua homossexualidade para todo o país, revelando que mais militares assim o são e não revelam suas orientações sexuais por medo das conseqüências. Laci acabou sendo preso pela Justiça Militar, após conceder uma entrevista para uma TV aberta e logo depois solicitou baixa do Exército, pois não conseguiu se aposentar por motivo de doença.

Companheira não tem compatibilidade. é a mesma coisa de uma mulher que gosta de posar nua querer ser freira. Um padre que tem o desejo de se casar. Um médico que tem fobia de sangue. Cada um no seu quadrado. Sem nenhum preconceito!!!

  • É o caso de se perguntar: -Qual seria o papel dos militares? Se for apenas o de defender nosso território contra agressões externas e seu membro esteviver desempenhando este papel a contento, independentemente de seu sexo, preferências sexuais, religiosas, políticas etc.; ótimo. Ele tem mais é que ser aceito e respeitado. É preferível isto do que ser um “macho” sem caráter, sem educação, facilmente corrompível e pouco preocupado com os direitos humanos.
    A declaração do General Raymundo Cerqueira, é o viés da intolerância e uma demonstração de ignorância, próprios de quem está muito pouco preocupado com os destinos da Nação e muito mais com o próprio destino.

  • Luiz. Quanto ao papel dos militares pergunte a eles que vão te dar uma aula de cidadania e patriotismo. Já o fiz e fiquei muito satisfeito de corrigir minha ignirância sobre o assunto. Com relação às preferências sexuais do militar, pergunte para qualquer pai e mãe de soldados brasileiros se eles se sentem confortados em deixar os seus filhos sendo comandados por um homosexual declarado. Voce vai se surpreender, pois a nossa sociedade ainda é e acho que deve ser conservadora. A opinião do general, reflete essa ideia. Ele não seria inconsequente em declarar coisa diferente do que expressou. Não é questão de preconceito e sim de condiçoes de exercer a atividade. Não adianta os defensores quererem relacionar esse posicionamento à homofobia. Uma coisa é diferente da outra.

  • Rodrigo, você trabalha com o que? Faz o que da vida?

    Se não for uma daquelas profissões vistas pela sociedade como normalmente realizadas por homossexuais, você deve pedir demissão.

    Tire o preconceito de você.

    Pra você lugar de mulher é na cozinha? Mulher também não pode comandar uma tropa ou batalhão?

    Se você acha que sim. Acho que está na hora de rever os seus conceitos.

    Estamos no século XXI. No setor profissional, está se caminhando para uma visão que não importa se o cara gosta de dar/comer um cú ou chupar uma rola, o que vale é a competência.

    Por favor, se por acaso ficou ofendido de alguma forma, desculpe-me. Espero contribuir com o debate.

  • O comentário do Rodrigo é o retrato perfeito da parcela conservadora de uma classe média que ainda vincula opção sexual/social/racial à competência para exercer algum cargo de comando. O mesmo argumento que ele usa para afirmar que um homossexual não poderia exercer um cargo de comando militar ele – provavelmente – usará para dizer que um negro não pode ser diretor de uma grande empresa ou que um pobre ou uma mulher não têm capacidade de governar um país. É a velha ladainha que se repete à exaustão sem JAMAIS ser amparada por qualquer embasamento teórico e científico. Felizmente, trata-se de um discurso cada vez mais ultrapassado e socialmente desqualificado. É a visão dos perdedores, daqueles que foram esmagados pela História.

  • Na vida, a gente só sabe que ama alguém, a gente só tem o direito de dizer a alguém que o amamos depois de ter dito infinitas vezes a esse mesmo alguém a frase: eu perdoo você.
    Porque na verdade a gente só sabe que ama, depois de ter tido a necessidade de perdoar.
    Antes do perdão a gente pode ter admiração por alguém, mas admirar alguém ainda não é amar, porque admiração não nos leva a dar a vida pelo outro. Admiração é um sentimento, uma situação superficial, eu admiro aquela pessoa, mas eu sei que amo depois de ter olhado nos olhos, saber que errou, que não fez nada certo e ainda sim eu continuar dizendo que “eu não sei viver sem você”, “apesar de ter errado tanto continuas sendo tão especial para mim”.

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