Milícias atuam em 171 comunidades do Rio

Por Márcio Castilho, da Agência UFRJ de Notícias

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), apresentou na sexta, dia 29, os principais pontos do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias. Em seis meses de investigação, foi realizado um levantamento da atuação desses grupos, formados por agentes públicos da área de segurança que dominam diferentes comunidades através da ameaça e de práticas de extorsão.

O debate, realizado no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus da Praia Vermelha, foi organizado pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (NEPP-DH), órgão suplementar do CFCH.

Segundo Freixo, presidente da CPI, as milícias atuam há pelo menos nove anos no Rio de Janeiro, sendo um dos maiores símbolos do crime organizado no Estado. Até dezembro do ano passado, quando o relatório foi concluído e aprovado por unanimidade na Alerj, os grupos armados dominavam 171 áreas, controlando a distribuição de gás, concessão clandestina de sinal de TV a cabo e principalmente o transporte clandestino, maior fonte de renda dos milicianos. “Somente em Rio das Pedras, o faturamento do grupo era de R$ 170 mil por dia. O eixo fundamental do poder das milícias é econômico”, ilustra Freixo.

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