Mensagem do Papa Francisco no “Angelus” de hoje

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da resposta que é dada ao convite de Deus, representado por um rei, a participar de um banquete de núpcias. O convite tem três características: a gratuidade, o alargamento e a universalidade.

Muitos são os convidados. Mas, acontece algo de surpreendente. Nenhum dos escolhidos aceita participar da festa. Dizem que têm outros afazeres. Muitos mostram certa indiferença e estranhamento, até mesmo um incômodo. Deus é bom para conosco. Ele nos oferece gratuitamente Sua amizade. Oferece-nos gratuitamente Sua alegria, a salvação. Mas, muitas vezes, não acolhemos os Seus dons. Colocamos em primeiro lugar nossas preocupações materiais, nossos interesses. Também, quando o Senhor nos chama, pelo coração, muitas vezes isto nos deixa incomodados. Alguns convidados maltratam e matam os servos que lhes passaram o convite.

Não obstante a falta de atenção dos convidados ao convite, o projeto de Deus não é interrompido. Diante da recusa dos primeiros convidados, Ele não desanima. Não suspende a festa. Mas, torna a propor o convite, alargando-o, ampliando-o para além de limites razoáveis. Manda que seus servos vão às praças, às encruzilhadas das estradas, a fim de recrutarem todos os que encontrarem. Trata-se de gente de todo tipo: pobres, abandonados, deserdados, bons e maus, sem distinção. E a sala se enche de excluídos. O Evangelho, recusado por alguns, encontra acolhida inesperada no coração de muitos outros corações.

A bondade de Deus não tem fronteira e a ninguém discrimina. Por isso, é universal. É universal para todos. A todos é dada a possibilidade de responder ao seu convite, ao seu chamado. Ninguém tem o direito de sentir-se privilegiado ou de reivindicar exclusividade.

Tudo isto nos leva a superar o costume de nos colocar comodamente no centro, como faziam os sumos sacerdotes e os fariseus. Isto não se deve fazer. Nós devemos abrir-nos às periferias, reconhecendo que até quem está à margem, quem é rejeitado, quem é desprezado pela sociedade, é alvo da generosidade de Deus.

Todos somos chamados a não reduzir o Reino de Deus aos confins da “igrejinha”, da nossa pequena “igrejinha” – isto não serve! -, mas a dilatar a Igreja nas dimensões do Reino de Deus. Apenas uma condição: vestir-nos com a roupa nupcial, isto é: testemunhar o amor concreto a Deus e ao próximo.

Confiemos à intercessão de Maria Santíssima os dramas e as esperanças de muitos irmãos e irmãs excluídos, debilitados, fragilizados, desprezados, inclusive os que são perseguidos, em razão de sua fé. Invoquemos sua proteção também sobre os trabalhos do Sínodo dos Bispos, reunidos, durante esses dias, no Vaticano.

https://www.youtube.com/watch?v=PLhuPyV0cEU (até o minute 6:32)

Trad.: Alder Júlio Ferreira Calado

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