Mensagem do Papa Francisco

Dia 26-11-2017

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Neste último domingo do ano litúrgico, celebramos a solenidade de Cristo Rei do Universo. Sua realeza é de orientação e de serviço. É também uma realeza que se apresenará, no final dos tempos, como juízo. Hoje, temos diante de nós o Cristo como rei, pastor e juiz, que mostra os critérios de pertença ao Reino de Deus. Eis os critérios. A página evangélica se abre com uma visão grandiosa. Jesus, ao dirigir-se aos Seus discípulos, diz: “Quando o Filho do Homem vier em Sua glória, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de Sua glória.” Trata-se da solene introdução à narrativa do juízo universal. Então, Jesus se apresenta na glória divina que Lhe pertence, cercado das entidades angélicas. Perante Ele, toda a humanidade é convocada. E Ele vai exercitar Sua autoridade, ao separar uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes. Aos que estiverem à Sua direita, Ele dirá: “Venham, benditos do Meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado, desde a criação do mundo, porque Eu tive fome, e vocês Me deram de comer; Eu tive sede, e vocês Me deram de beber; Eu era um estranho, e vocês Me acolheram; Eu estava esfarrapado, e vocês Me deram roupa; doente, e vocês Me visitaram; Eu estive preso, e vocês foram Me ver.” Os justos ficam surpresos, porque não se lembram de nunca haverem encontrado a Jesus, e muito menos de O terem ajudado, daquela maneira. Mas, Ele declara: “Tudo o que vocês fizeram a um só daqueles Meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim que o fizeram.” Esta palavra não deixa nunca de nos tocar, pois nos revela até que ponto chega o amor de Deus: ao ponto de igualar-Se a nós, mas não quando vamos bem, quando estamos com saúde e felizes, não, mas quando nos encontramos em necessidade. É deste modo escondido, que Ele Se deixa encontrar, é assim que Ele nos estende a mão como um mendigo. É assim que Jesus revela o critério decisivo do Seu juízo, isto é, o amor concreto pelo próximo em dificuldade. É assim que se revela o poder do amor, a realeza de Deus: sendo solidário com quem sofre, ao suscitar, de algum modo, atitudes e obras de misericórdia.

A parábola do juízo continua apresentando o rei que afasta de si os que, durante sua vida, não se preocuparam com as necessidades dos irmãos. Também neste caso, eles ficam surpresos, e perguntam: “Senhor, quando foi que O vimos com fome, ou com sede, ou como um estrangeiro, ou esfarrapado, ou doente, ou encarcerado, e não O socorremos?” É como se dissessem: “Se O tivéssemos visto, com certeza, O teríamos socorrido!” Mas, o rei responderá: “Tudo quanto vocês não fizeram a um só daqueles mais pequeninos, foi a Mim que deixaram de fazer.”

No fim de nossa vida, haveremos de ser julgados com base no amor, isto é: com base em nosso empenho concreto em amar e em servir a Jesus em nossos irmãos mais pequeninos e necessitados: aquele mendigo, aquela pessoa necessitada que estende a mão é Jesus. Aquela pessoa enferma a quem devo visitar, é Jesus. Aquele preso é Jesus. Aquela pessoa com fome é Jesus. Pensemos niso!

Jesus virá, no fim dos tempos, para julgar todas as nações. Mas, Ele vem até nós, todos os dias, de muitas maneiras, e nos pede que O acolhamos. Que a Virgem Maria nos ajude a encontrá-Lo e recebê-Lo, em Sua Palavra e na Eucaristia, e, ao mesmo tempo, nos irmãos e nas irmãs, que sofrem a fome, a doença, a opressão, a injustiça. Que os nossos corações possam acolhê-Lo, no cotidiano de nossa vida, para que sejam por Ele acolhidos, na eternidade do Seu Reino de Luz e de Paz.

https://www.youtube.com/watch?v=xxjxuffAlFU
(Do minuto 0:11 ao minuto 0:18)
Trad.: AJFC

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