Mais que educação, falta memória

A Presidência vetou nove pontos do Plano Nacional de #Educação, referentes a repasses de recursos, prejudicando o cumprimento das principais metas estabelecidas no projeto pelo Ministério da Educação.

Entre eles, a obrigação de aumentar o percentual de gastos públicos com a educação de 5% para 7% do PIB.

A matéria é da Folha de S.Paulo de 11 de janeiro de 2001: http://bit.ly/1ENvmyi

Atenção ao ano: 2001. O presidente? Fernando Henrique Cardoso.

Agora corta para 2014, também da Folha: “A meta para o gasto público brasileiro em educação aprovada nesta terça (3) pelo Congresso está bem acima do padrão seguido pelas principais economias. Em nenhuma delas as despesas dos governos com o ensino se aproximam de 10% do PIB. Esse é o patamar a ser atingido pelo Brasil até 2024, de acordo com o texto do Plano Nacional de Educação, que segue para sanção da presidente Dilma Rousseff (PT).”

Em 2014, a proposta do Congresso foi sancionada sem vetos: http://bit.ly/1ENwstP

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Os motivos pelos quais as pessoas estão declarando votos em Aécio Neves são estúpidos demais.

Digo isso com todo o respeito aos liberais, os que genuinamente acreditam que um governo “privado” é melhor do que um público. Contra este tenho apenas discordâncias, embora profundas.

Um destes argumentos, incrivelmente, é o de que a culpa do salário baixo dos professores do básico e fundamental é do governo atual.

O governo atual, com todas as discordâncias que eu tenha, aumentou severamente o repasse de recursos aos estados e municípios, que são — e daí a ignorância extrema, mal intencionada — de responsabilidade destas esferas, e não do governo federal. Os únicos estabelecimentos de responsabilidade federal são os colégios Pedro II e Militar, que pagam muito bem, obrigado.

Sem este tipo de argumento acéfalo, Aécio não teria nem sequer 10% dos votos.