Mais de 450 pessoas são resgatadas de fazendas em Alagoas

Iberê Thenório, Agência Repórter Brasil – Aos pés da Serra da Barriga, em Alagoas, nas cercanias do local que abrigou o Quilombo de Palmares, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertaram, na última sexta-feira (22), mais de 400 pessoas que trabalhavam em condições degradantes. Elas eram empregadas da usina de cana Laginha, que fica em União dos Palmares (AL) e faz parte do Grupo João Lyra, tradicional conglomerado de empresas da região.

“O alojamento é de alvenaria, mas é muito sujo, fedido. Os trabalhadores não recebem colchões, mas espumas velhas, rasgadas, que quando se aperta com a mão, dá pra encostar um dedo no outro.”, relata o auditor fiscal do trabalho Dercides Pereira, que chefiou a operação na fazenda que fica no município a cerca de 85 km da capital Maceió. De acordo com o auditor, outro problema grave encontrado foi a condição dos equipamentos de proteção individual (EPIs). “Eles estavam muito danificados. Eram botas furadas, luvas, toucas e mangotes rasgados. Encontramos trabalhadores que não tinham um equipamento sequer”, conta.

Como a fiscalização ainda está em curso, os auditores do MTE ainda não calcularam o número exato de trabalhadores libertados na usina. Na mesma operação, os fiscais também encontraram condições de trabalho degradantes na Usina Santa Clotilde, localizada no município de Rio Largo (AL), onde foram resgatadas outras 53 pessoas. Leia no Repórter Brasil.