IV Mostra de Produção Independente lança Campanha pelos Direitos do Público no Espírito Santo

A IV Mostra Produção Independente, “Desconstrução”, lançou na tarde da última quinta-feira (26/6), a Campanha pelos Direitos do Público no Espírito Santo. Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor” enumera os direitos do público, entre eles o de receber todas as informações e comunicações audiovisuais; possuir meios para se expressar e tornar público seus próprios juízos e opiniões; acesso à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, e possibilidade de se organizar de maneira autônoma para a defesa de seus interesses, com o auxílio do poder público.

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A IV Mostra Produção Independente, “Desconstrução”, lançou na tarde da última quinta-feira (26/6), a Campanha pelos Direitos do Público no Espírito Santo, com uma mesa de debates formada por Regina Machado, cineasta, cineclubista e jurista (RJ); Felipe Macedo, cineclubista e produtor cultural (SP); Claudino de Jesus, presidente do Conselho Nacional de Cineclubes e vice-presidente da Federação Internacional de Cineclubes; Saskia Sá, presidente da ABD Capixaba, e do cineasta capixaba Orlando Bonfim.

O lançamento da campanha consolida a parceria da ABD Capixaba com o Conselho Nacional de Cineclubes (CNC). A Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor” enumera os direitos do público, entre eles o de receber todas as informações e comunicações audiovisuais; possuir meios para se expressar e tornar público seus próprios juízos e opiniões; acesso à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, e possibilidade de se organizar de maneira autônoma para a defesa de seus interesses, com o auxílio do poder público.

O documento aponta ainda que o público, os autores e as obras não podem ser utilizados, sem seu consentimento, para fins comerciais e políticos. Em casos de instrumentalização ou abuso, as organizações de espectadores terão direito de exigir retificações públicas e indenizações.

Da mesma maneira, o público tem direito a uma informação correta. Por isso, repele qualquer tipo de censura e manipulação. Assim, as associações de espectadores reivindicam a realização de pesquisas sobre as necessidades e evolução cultural do público. No sentido contrário, opõem-se aos estudos com objetivos mercantis, tais como de índices de audiência e aceitação.

“O público é o único setor da cadeia cultural do audiovisual que não está presente nas diferentes instâncias, institucionais ou políticas, que decidem sobre o desenvolvimento desse setor da cultura no Brasil. Os cineclubes são as únicas organizações que representam o público na esfera do audiovisual. Dos cineclubes, portanto, e do público que representam vai depender o sucesso desta campanha histórica, fundamental e inadiável que estamos empreendendo”, diz Claudino de Jesus.

À noite, o público pôde conferir a Mostra Competitiva, que exibiu os filmes capixabas ‘Vitória de Darley’, de Renato Rosati; ‘Teoria do Ralo’, de Ítalo Galiza; ‘Morfumo’, de Reinaldo Guedes; ‘Game Over’, de Jefferson Rodrigues; ‘A gente faz TV pensando por você’, direção coletiva; ‘Seja bem vindo mas não toque em nada’, de Fred Roseiro; ‘Cuidado com o cão’, de Sushine de Souza; ‘Eu que nem sei francês’, de Erly Vieira Jr, e ‘X9’, de Marcel Cordeiro.

Em seguida, foi exibida a Mostra Paralela, de filmes convidados, que também contou com títulos capixabas: ‘Pour Elise’, de Erly Vieira Jr; ‘Lita’, de Gui Castor; ‘Graçanaã’, de Luiz Tadeu Teixeira; ‘Instruções para suicídio doméstico’, de Fabrício Coradello, e ‘Cabra cega’, de Sol na Garganta do Futuro. Os outros filmes foram ‘Engano’, de Cavi Borges (RJ); ‘Instantâneo’, de Paulo F. Camacho (RJ); ‘Eu acredito no incrível ‘constantinopla’’, de Nilson Primitivo (RJ); ‘Trecho’, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr (MG), e ‘Sebatião, o homem que bebia querosene’, de Carlos Magno Rodrigues (MG).

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