Hipertensão durante a gravidez aumenta riscos materno-infantis

A hipertensão é a complicação clínica mais comum da gestação, ocorrendo em 10 a 22% das gestações. As síndromes hipertensivas que acometem a mulher grávida são habitualmente classificadas de “hipertensão gestacional”, quando a pressão alta é diagnosticada pela primeira vez na gestação, e “hipertensão arterial crônica”, quando é diagnosticada antes da gestação. Ambas estão associadas a um aumento significativo de complicações perinatais (período imediatamente anterior e posterior ao parto), como mostra um estudo realizado por Cristiane de Oliveira e equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

No trabalho, foram avaliadas retrospectivamente todas as pacientes que tiveram parto no período entre 1º de janeiro de 1996 e 31 de outubro de 2003 na Maternidade Escola da UFRJ. Foram selecionadas para o estudo 12.272 gestantes, das quais 10,26% apresentaram pressão arterial igual ou superior a 140/90 mmHg. No grupo com hipertensão gestacional e no grupo com hipertensão arterial crônica foram incluídas 2,8% e 7,45% das gestantes, respectivamente. No grupo das gestantes normotensas (com pressão arterial normal) foram incluídas 89,74% das gestantes. De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/março de 2006 da Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, “o objetivo da pesquisa foi verificar o impacto das síndromes hipertensivas nos resultados perinatais das gestantes”. Leia matéria da Agência Notisa no Informe Sergipe.

Revista diária fundada em 13 de maio de 2000.

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