Freixo solicita laudos das mortes no Andaraí, no Rio

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), encontrou-se na tarde de sexta-feira (21/5) com o promotor de Justiça Homero Neves e o defensor público Dênis Sampaio, para definição de uma atuação conjunta dos órgãos em relação às denúncias de violação dos Direitos Humanos durante operação da Polícia Militar preparatória para instalação de uma UPP no Morro do Andaraí nesta quarta-feira (19/5), para apurar responsabilidades nas mortes ocorridas.

Também participaram da reunião representantes das organizações de direitos humanos Justiça Global, CEAV e CDDH-Petrópolis. A Justiça Global assumiu o compromisso de, após contato com os parentes das vítimas, estudar a possibilidade da denúncia do caso a relatorias especiais da ONU e da OEA. CEAV e CDDH-Petrópolis vão oferecer às famílias atendimento jurídico e psicossocial.

Há denúncias, recebidas pela Comissão de Direitos Humanos, de execução sumária de dois jovens suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, além do assassinato do trabalhador Hélio Ribeiro, cuja furadeira teria sido confundida com uma submetralhadora por um policial do BOPE. Segundo testemunhas, a execução teria ocorrido depois que os jovens se entregaram à polícia, já desarmados.

Nesta tarde, o deputado Marcelo Freixo solicitou, por ofício, à Secretaria Estadual de Segurança Pública, com cópia para a Polícia Civil, Instituto de Criminalística Carlos Éboli e Instituto Médico Legal, o acesso ao inquérito que apura os casos e aos respectivos laudos e exames criminológicos referentes às vítimas. “É muito grave num Estado democrático a polícia ter permissão para matar nas áreas pobres. Evidente que a lei prevê o uso de armas e o confronto, mas a realidade é que não há investimento na prevenção dessa necessidade, não se vê uma articulação do poder público para enfrentar o tráfico de armas e de drogas na sua fonte, que não é a favela”, disse Marcelo Freixo.

Será marcada uma nova reunião, dessa vez com parentes das vítimas e com líderes comunitários do Morro do Andaraí. Mais informações clicando aqui.