Freio à internacionalização de terras começa a surtir efeitos no Brasil

Agência Pulsar

Já se verificam efeitos do limite imposto pela Advocacia Geral da União à compra de terras por empresas estrangeiras. Segundo informações veiculadas pela imprensa comercial, diversos investimentos estrangeiros que previam compra de terra no Brasil já estão sendo desfeitos.

Um caso citado é no Paraná, onde a empresa STCP queria gastar 3,2 bilhões de dólares comprando terras para fazer florestas planejadas. Na prática, a empresa multinacional queria fazer monoculturas de eucalipto para produção de celulose em 180 mil hectares. Na Bahia, empresas que iam comprar 150 mil hectares para eucalipto e 190 mil para cana de açúcar também suspenderam os investimentos. Contudo a suspensão não quer dizer que eles tenham desistido. Os próprios executivos comentam que tentarão achar outros meios de realizar estes projetos.

Esses dados podem demonstrar que políticas de terra menos liberalizantes têm a capacidade de frear o modelo de produção insustentável e excludente do eucalipto, cana, soja e outras monoculturas de grande interesse do capital internacional.

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